Igrejas em Obra de Restauração » 2009 » outubro

Adicionado em outubro, 2009

24
out

Obediência ou suicídio

   Postado por: Daniel Alves Pena    em COLUNA - Sinceridade

Um dia alguém me falou “olha Jesus te ama e morreu por você em uma cruz”.
A principio achei estranho alguém morrer por mim e então comecei a querer saber mais sobre esse Jesus que me amava.
Quando descobri que Jesus era um Deus e que se fez carne e habitou entre nós achei lindo, maravilhoso e isso me entusiasmou muito a crer no que me falarão.
Comecei a analisar a atmosfera que cercava a vida de Jesus até a sua morte e me deparei com um fato intrigante que me deixou confuso.
Jesus queria me salvar ou se matar?
Falo isso baseando-me na vida dos seus opositores terrenos.
Os Fariseus e Saduceus e os essênios eram seus principais opositores e por incrível que pareça ambos seguiam a lei dada por Deus a Moises.
Isso me intrigou mais ainda, como pode a oposição basear-se no que o pai de Jesus deu ao povo para poder persegui-lo?
Bom vou descrever um pouco dos dois opositores e no final termino minhas falas.

Os Saduceus

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Nome de um partido oposto à seita dos fariseus. Compunha-se de um número comparativamente reduzido de homens educados, ricos e de boa posição social. A julgar pela sua ortografia, a palavra saduceu deriva-se de Zadoque, que em grego se escrevia Sadouk. Dizem os rabinos que o partido tirou o nome de Zadok, seu fundador, que viveu pelo ano 300 A. C. Porém, compondo-se este partido de elementos da alta aristocracia sacerdotal, crê-se geralmente que o nome Zadoque se refere ao sacerdote de igual nome que oficiava no reinado de Davi, e em cuja família se perpetuou a linha sacerdotal até a confusão política na época dos Macabeus. Os descendentes deste Zadoque tinham o nome de zadoquitas ou saduceus.

Em oposição aos fariseus, acérrimos defensores das tradições dos antigos, os saduceus limitavam o seu credo às doutrinas que encontravam no texto sagrado. Sustentavam que só a palavra da lei escrita os obrigava, defendiam o direito do juizo privado na interpretação da lei; cingiam-se à letra das escrituras mesmo nos casos mais severos da administração da justiça. Distinguiam-se dos fariseus nos seguintes pontos (1) Negavam a ressurreição e juízo futuro, afirmavam que a alma morre com o corpo Mt 22. 23-33; At 23. 8; (2) Negavam a existência dos anjos e dos espíritos, At 23. 8; (3) Negavam o fatalismo em defesa do livre arbítrio, ensinando que todas as nossas ações estão sujeitas ao poder da vontade, de modo que nós somos a causa dos atos bons; que os males que sofremos resultam de nossa própria insensatez, e que Deus não intervém nos atos de nossa vida, quer sejam bons, quer não. Negavam a imortalidade e a ressurreição, baseando-se na ausência destas doutrinas na lei mosaica, não defendiam a fé patriarcal na existência do sheol, não só por não se achar bem defendida, como por não conter os germes das doutrinas bíblicas acerca da ressurreição do corpo e das recompensas futuras. Não se pode negar que os patriarcas criam na existência futura da alma além da morte. Negando a existência da alma e dos espíritos, os saduceus entravam em conflito com a angelogia do Judaísmo elaborada no seu tempo, e ainda iam ao outro extremo: não se submetiam ao ensino da lei, Ex 3.2; 14.19. A principio, provavelmente, davam relevo à doutrina a respeito da Interferência divina nas ações humanas, punindo-as ou recompensando-as neste mundo, de acordo com seu caráter moral. Se realmente ensinavam, como afirma Josefo, que Deus não intervém em nossos atos, bons ou maus, repudiavam os ensinos claros da lei de Moisés em que professavam crer, Gn 3. 17; 4.7; 6.5-7. É possível que começassem negando as doutrinas expressamente ensinadas na letra da Escritura. E, rendendo-se à influência da filosofia grega, adotaram os princípio, aristotélicos, recusando-se a aceitar qualquer doutrina que não pudesse ser provada pela razão pura.

Quanto à origem e desenvolvimento dos saduceus, Schurer é de parecer que a casa sacerdotal de Zadoque, que estava à testa dos negócios da Judéia no quarto e terceiro século A. C. quando sob o domínio persa e grego, começou, talvez inconscientemente, a colocar a política acima das considerações religiosas. No tempo de Esdras e de Neemias, a família do sumo sacerdote era mundana e inclinada a consentir na junção de judeus com os gentios. No tempo de Antíoco Epifanes, grande número de sacerdotes amava a cultura grega, entre eles contavam-se os sumos sacerdotes Jasom, Menelau e Alcimus. O povo postou-se ao lado dos Macabeus para defender a pureza da religião de Israel. Quando este partido triunfou, os Macabeus tomaram conta do sacerdócio e obrigaram os zadoquitas a se retirarem para as fileiras da política, onde continuaram a desprezar os costumes e as tradições dos antigos e a favorecer a cultura e a civilização grega. João Hircano, Aristóbulo e Alexandre Janeu, 135-78 A. C. deram apoio aos saduceus, de modo que a direção dos negócios políticos estava. em grande parte em suas mãos, durante o domínio dos romanos e de Herodes, visto serem os sacerdotes deste período, membros da seita doa saduceus, At 5. 17. Os saduceus, e assim mesmo os fariseus, que iam ao encontro de João Batista no deserto, foram por ele denominados raça de víboras, Mt 3. 7. Unidos aos fariseus, pediram a Jesus que lhes fizesse ver algum prodígio do céu, Mt 16. 1-4. Contra estas duas seitas, Jesus preveniu a seus discípulos. Os saduceus tentaram a Jesus, propondo-lhe um problema a respeito da ressurreição. A resposta de Jesus reduziu-os ao silêncio. Ligaram-se com os sacerdotes e com o magistrado do templo para perseguirem a Pedro e a João, At 4.1-22. Tanto os fariseus como os saduceus achavam-se no sinédrio, quando acusavam a Paulo, que, aproveitando-se das suas divergências de doutrina, habilmente os atirou uns contra os outros.

Fonte: Dic. da Bíblia John Davis

Fariseus

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Nome de uma das três principais seitas judaicas, juntamente com os saduceus e os essênios. Era a seita mais segura da religião judaíca, At 26. 5. Com certeza, a seita dos fariseus foi criada no período anterior à guerra dos macabeus com o fim de oferecer resistência ao espírito helênico que se havia manifestado entre os judeus tendente a adotar os costumes da Grécia. Todo quantos aborreciam a prática desses costumes pagãos, já tão espalhados entre o povo, foram levados a criar forte reação para observar estritamente as leis de Moisés. A feroz perseguição de Antíoco Epifanes contra eles, 175-164 AC levou-os a se organizarem em partido. Antíoco queria que os judeus abandonassem a sua religião em troca da fé idólatra da Grécia, tentou destruir as Santas Escrituras, e mandou castigar com a morte a quantos fossem encontrados com o livro da lei. Os hasideanos que eram homens valentes de Israel, juntamente com todos que se consagravam voluntariamente à defesa da lei, entraram na revolta dos macabeus como um partido distinto. Parece que este partido era o mesmo dos fariseus. Quando terminou a guerra em defesa de sua liberdade religiosa, passaram a disputar a supremacia política; foi então que os hasidianos se retraíram. Não se fala deles durante o tempo em que Jônatas e Simão dirigiam os negócios públicos dos judeus, 160-135 AC.

Os fariseus aparecem com este nome nos dias de João Hircano, 135-105. Este João Hircano pertencia à seita dos fariseus, da qual se separou para se tornar adepto das doutrinas dos saduceus. Seu filho e sucessor Alexandre Janeu, tentou exterminá-los à espada. Porém, sua esposa Alexandra que o sucedeu no governo no ano 78, reconhecendo que a força física era impotente para combater as convicções religiosas, favoreceu a seita dos fariseus. Daí por diante, a sua influência dominava a vida religiosa do povo judeu. Os fariseus sustentavam a doutrina da predestinação que consideravam em harmonia com o livre arbítrio. Criam na imortalidade da alma, na ressurreição do corpo e na existência do espírito; criam nas recompensas e castigos na vida futura, de acordo com o modo de viver neste mundo; que as almas dos ímpios eram lançadas em prisão eterna, enquanto que as dos justos, revivendo iam habitar em outros corpos, At 23. 8.

Por estas doutrinas se distinguiam eles dos saduceus, mas não constituíam a essência do farisaísmo, que é o resultado final e necessário daquela concepção religiosa, que faz consistir a religião em viver de conformidade com a lei, prometendo a graça divina somente àqueles que fazem o que a lei manda. Deste modo, a religião consistia na prática de atos externos, em prejuízo das disposições do coração. A interpretação da lei e a sua aplicação aos pormenores da vida ordinária, veio a ser um trabalho de graves conseqüências; os doutores cresciam em importância para explicar a lei, e suas decisões eram irrevogáveis. Josefo, que também era fariseu, diz que eles, não somente aceitavam a lei de Moisés, interpretando-a com muita perícia, como também haviam ensinado ao povo mais práticas de seus antecessores, que não estavam escritas na lei de Moisés, e que eram as interpretações tradicionais dos antigos, que nosso Senhor considerou de importância secundária, Mt 15. 2, 3, 6.

A principio, quando era muito arriscado pertencer à seita dos fariseus; eram eles pessoas de grande valor religioso e constituíam a parte melhor da nação judaica. Subseqüentemente, tornou-se uma crença hereditária, professada por homens de caráter muito inferior que a ela se filiavam. Com o correr do tempo, os elementos essencialmente viciosos desta seita, desenvolveram-se a tal ponto de fazerem dos fariseus objeto de geral reprovação. João Batista, dirigindo-se a eles e aos saduceus, chamou-os  de raça de víboras. É muito conhecida a linguagem de Jesus, pela qual denunciou severamente estas seitas pela sua hipocrisia e orgulho, pelo modo por que desprezavam as coisas essenciais da lei para darem atenção a minúcias das práticas externas, Mt 5.20; 16.6,11,12; 23.1-39. Formavam uma corporação de intrigantes. Tomaram parte saliente na conspiração contra a vida de Jesus, Mc 3.6; Jo 11.47-57. Apesar disso, contavam-se em seu meio, homens de alto valor, sinceros e retos, como foi Paulo, quando a ela pertencia e de que se orgulhava, em defesa de sua pessoa, At 23.6; 26.5-7; Fp 3.5. Seu mestre Gamaliel também pertencia à mesma seita.

Fonte: Dic. Da Bíblia John Davis

Mesmo sabendo que os mais destacados religiosos da época eram Fariseus (Homens de valores exemplo Paulo) e Saduceus (Sacerdotes) Jesus cumpriu sua missão
Depois de analisar as questões acima percebi que Jesus me amava muito mais do que eu imaginava, pois mesmo com tanta gente contra ele ele foi fiel até o fim e cumpriu sua missão me dando a certeza de que mesmo quando tudo di que não podemos ser fiel e permanecermos fieis as nossas convicções baseadas na bíblia e na graça que Deus tem derramado sobre nós.

OBS: Não relatei sobre os essênios para não alongar os argumentos .
Por : Daniel Alves Pena

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23
out

De Pastor Para Pastor II

   Postado por: Daniel Alves Pena    em COLUNA - Palavra Espiritual

“E vos darei pastores segundo o meu coração…” (Jr 3.15)

Dando prosseguimento ao tema supracitado, desejo alistar mais algumas dicas para um ministério eficaz, segundo Deus. Considerando o alto índice de exigência e expectativa que se dirigem ao líder e que dele demandam atitudes adequadas e espiritualmente elevadas, quero estender minhas considerações sobre o exercício da vocação pastoral. Por isso, detectar aspectos que comprometem a arte de liderar é fundamental para o cumprimento do chamado e vocação recebidos do Senhor. Eis algumas:

Não avalie seu ministério pelo triunfo, mas pelo conteúdo. A síndrome de triunfo alastrou-se assustadoramente no meio da liderança evangélica brasileira. Isto, nocivamente, faz com que cada líder, vocacionado ou não, busque sucesso ministerial a qualquer custo, a despeito de caráter, conteúdo ou ética. Portanto, não se deixe avaliar por sucessos, mas por conteúdos de verdade, seriedade, ética, honestidade, justiça e conformidade com o Evangelho de Jesus.

Não meça seu ministério pelos milagres, mas pela presença de Deus. Parece que estamos vivendo na Era dos Milagres. Se não houver milagres Deus não está presente. Já se associa a presença de Deus a realização de milagres. Jesus ensinou que milagres podem ser usados para o engano do povo, se possível fosse, até dos escolhidos. Com estas palavras Jesus estava dizendo que presença de Deus pode produzir milagres, mas milagres não podem produzir presença de Deus. Nem sempre onde há milagres Deus está presente. Portanto, não meça seu ministério por milagres, mas pela presença poderosa de Deus em sua vida e ministério.

Não valorize seu ministério pelas bênçãos que recebe, mas pela capacidade de abençoar os outros. É impressionante o fato de que cada televangelista que vai pra TV tem que pedir pra ser abençoado com as contribuições dos telespectadores. Não deveria ser o contrário? Jesus não pediu nada a ninguém. Jesus só fez abençoar. Ministérios legítimos e autênticos se conhecem pela capacidade de abençoar os outros, e não de serem abençoados. Ser abençoado é ser benção; não receber bênçãos. Foi o que Deus disse a Abraão: “Se tu uma benção”.

Precisamos reavaliar nosso conceito de ministério pastoral e vocação divina. Pois, creio que muitos estão profundamente enganados quanto ao ser vocacionado por Deus ao santo ministério da Palavra. Será o seu caso? Pense nisso!

23
out

A BIOÉTICA SOB PERSPECTIVAS

   Postado por: Daniel Alves Pena    em COLUNA - Palavra Espiritual

À guisa de introdução, desejo assinalar alguns pontos:

• Tratar deste assunto com o mínimo de acurácia consumiria muito tempo. Portanto, vou me restringir à ética aplicada à vida.

• O termo bioética é um tanto reducionista quando comparado a perspectiva do termo grego no Novo Testamento. Ou seja: segundo o Novo Testamento vida é vida. Isto significa que não se restringe a certas áreas da vida, mas a vida como um todo.

• A presença humana na terra constitui-se na maior ameaça a vida (Os 4.2-3). Só estamos falando de ética por causa de nós mesmos. A vida não tem nenhum problema. Nós é que somos o problema. Discutir tal tema só vai valer à pena se tivermos coragem de nos enxergar.

• O tema torna-se um chamado à conversão de consciência. Um chamado ao discernimento da vida como sagrada. Segundo as Escrituras a vida é sagrada.

• A única maneira mais efetiva de nos relacionarmos com a vida é a partir da sacralidade da vida. Isto porque, se a existência não está carregada e imanada com sacralidade, não tenho razões éticas para me relacionar com a existência. Vejamos a ética sob algumas perspectivas:

A BIOÉTICA NA PERSPECTIVA LEGISLATIVA

• A grande questão está em quando começa e termina a vida humana. As concepções sobre a gênesis da vida humana são assim apresentadas: Teoria cognitivista, relacionada à noção de que uma pessoa começa a ser quando se dá, nela, o funcionamento cerebral; Teoria concepcionista, segundo a qual a concepção já dá vida a uma pessoa; Teoria natalista, para os que crêem que a pessoa começa a existir no ato de nascer; Teoria nidista, que defende a tese de que uma pessoa começa a existir quando há a nidição do ovo, ou seja, quando se dá o começo da gravidez.

• Esta inquietação não se restringe a especulação metafísica, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro encontra-se em processo de julgamento da Lei 11.105/2005 (Lei de Biossegurança), a qual permite a utilização de células-tronco embrionárias congeladas por mais de três anos e mediante autorização dos doadores do material genético em pesquisa e terapia, obtidas de embriões humanos produzidos in vitro e que não se prestam à utilização nos respectivos experimentos.

• O STF está tratando da matéria porque o então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, propôs uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 3510, de maio de 2005), a qual questiona a constitucionalidade desse artigo 5º e de seus parágrafos por entender que eles ferem os princípios constitucionais do respeito à vida e à dignidade humana. Para Fonteles, a vida humana tem início no momento da fecundação, pois “o embrião humano é vida humana”, motivo pelo qual ele propõe que o citado artigo 5º seja revogado (fonte TV JUSTIÇA, 2008, on-line).

• Em face desse debate, fico a pensar no paradoxo implicado nessa polêmica e que consiste no fato de todo esse esforço para se definir quando a vida começa que é uma preocupação com aqueles que não nasceram não se estender à vida daquelas pessoas que encontramos nas ruas, que nos estendem a mão, que muitas vezes são desrespeitadas de todas as forças em sua dignidade e que morrem à míngua ao nosso lado, atacadas pelas inúmeras misérias que perpetramos uns contra os outros. Penso, ainda, na irracionalidade das guerras, a qual não considera minimamente o valor da vida das pessoas, muito menos o de sua dignidade.

• Outra coisa que me chama a atenção é o nosso cartesianismo (DESCARTES), que fragmenta a realidade e cinde o ser humano, ao ponto de possibilitar-nos essas classificações sobre o começo da vida. É como se, em alto mar, colhêssemos uma gota d’água e quiséssemos determinar quando ela passou a ser água e se ela é mesmo água ou não.

• De fato, temos dificuldade de adotar a perspectiva do holos (todo). Por isso, não enxergamos o universo como a grande vida, no qual nós, os humanos, e todas as outras expressões vitais sejam considerados interdependentes, interligadas e intervinculadas, solidárias e co-viventes. Uma postura assim nos ajudaria a entender que uma das faculdades da vida é justamente potencializar mais vida, e não estaríamos a digladiar por uma porção genética. No entanto, enquanto o cartesianismo imperar, inclusive nos assuntos ligados à vida humana, embates obtusos dessa natureza continuarão sendo o nosso prato do dia.

A BIOÉTICA NA PERPECTIVA CIENTÍFICA

• Se procurarmos o verbete Bioética num dicionário ou enciclopédia teremos, provavelmente, a desagradável surpresa de não achá-lo. Trata-se de um conceito novo. O neologismo Bioética foi cunhado e divulgado pelo oncologista e biólogo americano Van Rensselaer Potter. Bioética “é o estudo sistemático da conduta humana na área das ciências da vida e dos cuidados da saúde, na medida em que esta conduta é examinada à luz dos valores e princípios morais”.

• A Bioética ocupa-se, principalmente, dos problemas éticos referentes ao início e o fim da vida humana, dos novos métodos de fecundação, da seleção de sexo, de engenharia genética, da maternidade substitutiva, das pesquisas em seres humanos, do transplante de órgãos, dos pacientes terminais, das formas de eutanásia, entre outros temas atuais.

• A Bioética é a resposta da ética aos novos casos e situações originadas da ciência no âmbito da saúde. Poder-se-ia definir a Bioética como a expressão crítica do nosso interesse em usar convenientemente os poderes da medicina para conseguir um atendimento eficaz dos problemas referentes à vida, saúde e morte do ser humano.

O que são células-tronco? Também são conhecidas como células-mãe ou estaminais e conseguem se multiplicar e se diferenciar e diversos tecidos, como sangue, ossos, nervos, músculos, etc. Podem ser de dois tipos: adultas e embrionárias. As adultas são encontradas em várias partes, e as da medula óssea e do cordão umbilical são as mais usadas. As células-tronco adultas são obtidas do próprio paciente e não têm risco de rejeição. As embrionárias são retiradas de embriões e cientistas acreditam que elas podem se transformar em qualquer outra célula. Já as adultas só produzem tecidos específicos.

• As células-tronco ainda se classificam de acordo com o tipo de células que podem gerar. As pluripotentes que formam todos os tipos celulares são as embrionárias, enquanto as adultas, que têm uma capacidade mais limitada de gerar outros tipos celulares, são chamadas multipotentes.

O que é terapia celular? É um tratamento que injeta células-tronco em tecidos lesados, com o objetivo de induzir a sua regeneração, através da formação de novas células. Este tratamento, ainda em fase experimental, é alternativa para pacientes com doenças neuromusculares, diabetes, problemas renais, cardíacos e hepáticos.

O que é DNA? Cada ser humano é formado por uma grande quantidade de células. Dentro de cada uma delas há quarenta e seis cromossomos ou blocos de informação. Cada cromossomo é formado por uma molécula longuíssima que contém entre cinco a dez mil genes que são a unidade de informação genética da pessoa. As informações contidas nos genes formam como que uma biblioteca de dados que determina as características de um indivíduo, como o seu tipo sangüíneo, cor dos olhos e dos cabelos, etc.

Os vitalistas: Os vitalistas são aqueles que partem do princípio de que toda escolha feita deve optar sempre pela vida. Eles sempre justificam suas ações partindo sempre da vida humana como ponto de referência. Algumas frases os definem: “A sacralidade da vida constitui um princípio supremo, ao qual todos os outros princípios como também as normas e as regras devem estar subordinados”. “Ninguém, em circunstância alguma, pode reivindicar o direito de destruir diretamente um ser inocente”. Para eles pesquisas com células embrionárias são pesquisas com vida humana.

Os Pragmatistas: Estes vêem a vida de outra forma. A noção de sacralidade de vida para eles é um princípio metafísico abstrato. Portanto não há uma verdade universal teológica. Para eles a avaliação moral deve partir do valor em si que há na prática e seus fins.

A BIOÉTICA NA PERSPECTIVA BÍBLICA

• Veremos estas mesmas questões éticas sobre a engenharia genética a partir do texto bíblico. Esta ciência não é nova se analisarmos o texto de Gn 2.21, onde o texto menciona uma experiência genética de magna grandeza: a construção de um ser humano a partir de células de outro.

• É preciso estabelecer o princípio de que a árvore do conhecimento do bem e do mal é neutra. O conhecimento é neutro, a ciência é neutra, apenas o aplicativo não é neutro. Conhecimento é conhecimento, as variáveis e os aplicativos desse conhecimento tomam caminhos os mais diversos, de modo que a mesma descoberta fenomenalmente maravilhosa terá aplicativos que vão salvar a vida e aplicativos que têm o poder de destruí-la.

• O conhecimento adquirido pode ser utilizado para o bem ou para o mal. Por isso é preciso ética para lidar com a vida. Assim geram-se várias questões, entre as quais é possível destacar algumas:

O ser humano tem o direito de fazer a sua própria clonagem? A ciência não é nociva em si mesma. As intenções de cada cientista é que devem ser consideradas em particular. Ao que tudo indica não há um poder gerenciador que avalie o cumprimento das intenções científicas.

Até que ponto o ser humano pode controlar os fenômenos da natureza? Aqui é preciso considerar que, na criação, Deus determinou que Adão dominasse a terra (Gn 1.26,28). Deus nos concedeu o atributo de sermos administradores do Universo, ainda que não sejamos o seu dono. Porém, querer manter ou preservar o que Deus criou é uma coisa, querer recriar e tendenciosamente manipular o ser humano é outra.

Até que ponto as descobertas da Engenharia Genética levarão as autoridades governamentais a interferir na vida do indivíduo? Com o completo mapeamento do código genético humano, poderão as autoridades decretar leis que inibam pessoas de se casarem por incompatibilidade genética, por exemplo. Segundo as Escrituras, fomos criados seres responsáveis (Gn 2.16,17).

Como controlar o que acontece nos laboratórios ultra-especializados de genética? Será que iniciarão algum experimento sem saber como controlá-lo? Será que desenvolverão algum micróbio ou vírus que não poderão ser vencidos por medicamentos conhecidos? Isto só o futuro poderá responder.

Outras questões que pertencem ao futuro são: o ser clonado terá uma identidade e será consciente dessa sua identidade? Como será a constituição afetiva, psicológica e mental de um clone? Um clone terá direito ou será propriedade de alguém?

• Se considerarmos a concepção bíblico-teológica de que o corpo é o templo do Espírito Santo (1 Co 6.19,20), precisamos cuidar dele bem, procurando descobrir as suas anomalias e buscar a sua cura. O labor em melhorar a natureza humana é, em princípio, legítimo se for responsável.

CONCLUSÃO

É preciso sair da esfera do debate e partir para a área da ação. Algumas sugestões, com a contribuição de alguns pensadores, vão a seguir:

• Começar a valorizar a vida como sagrada.

• Aplicar leis severas nas áreas onde a vida está sendo esmagadoramente desvalorizada (ecológica).

• Os governos investissem pesado na produção de uma consciência das riquezas do Brasil e da sacralidade da vida. Sabemos que as idéias têm o poder de afetar nosso meio ambiente.

• Admitir que o surgimento da inteligência sem consciência é o elemento que trás consigo o poder de intervenção destrutiva. A inteligência sem consciência será sempre autodestrutiva. Ou seja: uma ética sem vida.

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No dia 19 de Outubro DE 2009 (Domingo), a Igreja em Edsom Passos – Mesquita/RJ comemorou em um grande culto em ações de Graças o aniversário do Pastor Josué Oliveira da Silva no templo Sede da Igreja. Na Oportunidade, o Pastor Presidente da APOIORT, Eliélberth Falcão esteve presente e foi o preletor da noite num culto maravilhoso. Obreiros, Jovens e conjuntos estavam presentes e prestigiaram com entusiasmo o pastor da Igreja que ganhou presentes e abraços de todos. Segundo o líder Nacional da APOIORT, a Igreja local está transpondo barreiras e construindo um bom alicerce para voltar a crescer: “Tenho acompanhado a Igreja em Edson Passos de Longe, percebo que a Igreja está transpondo de forma satisfatória os obstáculos do caminho e está crescendo novamente. A Igreja está Feliz e volta crescer num momento importante onde a adaptação do novo pastor (Josué oliveira da Silva) tem sido algo relevante neste processo”. A Igreja está fretando um coletivo para o 3º congresso em Marataizes, e os jovens estão animados, prontos para vencer a maratona bíblica e a gincana que está sendo preparado pela diretoria Nacional na MONAPOIORT, o 2º distrito ganha um reforço significante através da Igreja em Edson Passos. O líder da 2º região de jovens da MONAPOIORT, o Ev. Daniel está otimista e tem incentivando bem os jovens que estarão participando ativamente do congresso Nacional no Estado do Espírito Santo nos dias: 31 de Outubro 1 e 2 de Novembro de 2009. Estamos em oração.

Rev. Fabiano

Rev. Fabiano

Quando ingressei como membro da Obra em 1980, sempre ouvia contar as histórias e feitos dos nossos primeiros pais, dos que foram pioneiros na Obra da Restauração, dentre os quais destaco o Pr. Magno Guanaes Simões e o Pr. Elmir Guimarães Maia. Não tive o privilégio de conhecer o primeiro pessoalmente, mas apenas o segundo, no ano de 1984. Aquele encontro foi algo surpreendente e decisivo para mim. Naquela época, já estava acostumado a ouvir muitas críticas quanto à falta de preparação teológica dos pastores da Obra, e muitas delas infelizmente procedentes, olhando de uma perspectiva meramente humana, e isto produzia certo recalque em mim, até mesmo um sentimento de vergonha. Porém, naquela tarde memorável, o encontro com o Pr. Elmir Guimarães Maia lançou certa luz e esperança na estrada que tinha de trilhar em direção a um futuro desconhecido que me estava reservado.

Naquela tarde providencial, Pr. Guimarães Maia estava no escritório da OPIMOBRART em Acari, Rio de Janeiro, e me recebeu com um sorriso característico e cativante. Já tinham me contado que nossos pioneiros tiveram a oportunidade de estudar teologia nos melhores seminários batistas, principalmente numa época em que esses seminários representavam o que de melhor se tinha em termos de educação teológica. Todas as vezes em que nos acusavam de praticar doutrinas ultrapassadas por causa de falta de instrução em hermenêutica ou por não sabermos fazer a exegese dos textos visto que prescindíamos do conhecimento das línguas originais da Bíblia, eu ficava sem saber o que dizer.

Todavia, o encontro com o Pr. Guimarães Maia foi muito importante para mim, pois estava diante de um pastor da Obra, um fundador, de uma educação teológica até então jamais vista por mim na Obra. Atrás dele, estava uma estante repleta de livros de grande envergadura dentro do cenário evangélico contemporâneo e de outros séculos. Com grande destaque, vi atrás dele grandes comentários bíblicos, como o de John Peter Lange, traduzido do alemão para o inglês, o de Adam Clarke na versão espanhola, e muitos outros que me deixaram abismado. Pensei comigo que “a Obra não poderia ter surgido de ignorância bíblico-teológica. Talvez isto fosse apenas produto de preconceito e ressentimento!”

Em seguida, fui à questão mais pitoresca e intrigante: “E o uso do véu, Pr. Guimarães?” Então, ele pegou a Bíblia e o volume do comentário de Lange sobre 1 e 2Coríntios em inglês e fez uma breve exposição verso por verso, mostrando como até mesmo um comentário bíblico genuinamente exegético não escrito por um pastor da Obra pode ajudar a analisar o texto. Pena que eu pude guardar apenas a linha de argumentação para futuras pesquisas e aprofundamento numa das questões mais polêmicas e controvertidas no meio evangélico. Entretanto, as dúvidas principais sobre a atualidade do uso do véu pelos membros do sexo feminino das igrejas contemporâneas foram esclarecidas naquela palestra.

Por fim, o Pr. Guimarães Maia fechou nossa palestra brindando-me com uma exposição de Tiago 1.12-15 que jamais me esqueci. Hermenêutica, exegese e homilética numa impregnação mútua, visto que, além de intérprete, ele é um exímio pregador da Palavra de Deus. Assim, depois de situar o texto em seu contexto e co-texto, ele fez uma análise minuciosa da perícope (parágrafo), segmentando as orações e realçando detalhes que me impressionaram grandemente. Além disso, fez ilustrações extraídas do Antigo Testamento, como o pecado de Davi, que clarificavam cada etapa do processo de tentação descrito sinteticamente por Tiago. Eu não tinha prestado atenção antes a tudo isso, ou melhor, não possuía as lentes de análise que estavam disponíveis àquele exegeta perito que estava com a Bíblia aberta diante de mim, sempre com foco no texto grego, que ele conhecia muito bem, como demonstrou na prática. Desse encontro, eu concluí: “Não faz sentido acusar nossos pioneiros de ignorância teológica, histórica, hermenêutica ou exegética, diante do que estou vendo. Pr. Guimarães Maia é uma sumidade!” Ele se despediu de mim com uma oração num ambiente que estava impregnado da presença de Deus, a quem ele pediu que abençoasse meu futuro. Confesso que saí daquele escritório com um forte senso de que nada sabia diante de tanta erudição do Pr. Maia e vendo o grande desafio que tinha pela frente. Ainda bem que ele me recomendou à maravilhosa e miraculosa graça de Deus, que é poderosa para fazer tudo infinitamente mais do que pedimos ou pensamos!

Ao me despedir dele, ele me deu muitos bons conselhos. Incentivou-me a continuar meus estudos e, sempre que possível, fazer o que ele fez depois de obter sua formação teológica formal. Orientou-me a adquirir bons comentários bíblicos de caráter erudito e conservador e lê-los, o que equivale a subir nos ombros de gigantes e diminuir muito trabalho na tarefa de interpretação bíblica. Também, orientou-me a obter livros de educação teológica que ensinam ferramentas de análise do texto bíblico (hermenêutica e exegese) e boas obras de teologia bíblica e sistemática, história bíblica e da igreja, línguas originais, etc. Esse foi um direcionamento que revolucionou minha maneira de ver o que de literatura já estava disponível no mercado evangélico, principalmente em inglês ainda, língua que eu já dominava, e mergulhei fundo. Minha biblioteca pessoal cresceu de forma assustadora e me ajudou para minha jornada ministerial que começou em 18/04/1987! Dou graças a Deus por aquele encontro com o Pr. Dr. Elmir Guimarães Maia.

Uns vinte anos mais tarde, por volta de 2004, eu reencontrei o Pr. Elmir Guimarães Maia na casa do Pr. Dr. Valter Miranda de Oliveira. Nessa ocasião tive a oportunidade de conversar com ele e mostrar o meu avanço nos estudos bíblicos, principalmente no campo das línguas originais da Bíblia. Mostrei a obra gigantesca do Dr. Bruce K. Waltke, em inglês, que estava prestes a ser lançada em português pela Editora Cristã de São Paulo, Introdução à Sintaxe do Hebraico Bíblico, que saiu em 2006 com suas 784 páginas. Tive a honra de ser o organizador, o tradutor principal e um dos revisores desta magnífica obra que por muito tempo será padrão para os estudos de sintaxe do hebraico bíblico em nível intermediário e avançado em língua portuguesa. Pude também informar-lhe que havia estudado Hebraico Moderno na Universidade Federal do Rio de Janeiro e que estava fazendo Mestrado em Antigo Testamento no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, do Instituto Presbiteriano Mackenzie de São Paulo. Após analisar-me detidamente em nossa palestra, surpreendeu-me a humildade do Pr. Guimarães Maia, confessando-me que, na disciplina de hebraico bíblico, ele poderia ser meu aluno. Jamais pensei em ouvir tal coisa de um homem de Deus da envergadura do Dr. Guimarães Maia, mas ele disse isso por conta do estudo específico, dedicado e contínuo das línguas originais da Bíblia que venho fazendo ao longo desses já 28 anos de peregrinação cristã.

Foram em meus estudos bíblicos posteriores que vim a aprender com clareza que a hermenêutica é disciplina que prescreve os princípios de interpretação dos textos da Bíblia reunindo-os, por exemplo, com base em seus respectivos gêneros literários. Portanto, ela instrui a interpretação e narrativas, poesia, Torah (lei), meshalim (literatura sapiencial – ou de sabedoria, como Jó, Provérbios e Eclesiastes), profecia, evangelhos, atos, epístolas e Apocalipse, sendo bem genérico. A exegese se vale dos princípios postulados pela hermenêutica para fazer a interpretação dos textos. A relação entre a hermenêutica e a exegese, escrevendo de uma perspectiva reformada, é a mesma que existe entre a teoria e a prática.

No estudo da hermenêutica aprendemos como interpretar. Ao fazermos exegese colocamos em prática os princípios aprendidos em hermenêutica e saímos em busca do sentido do texto que pretendemos entender. Por exemplo, se o gênero do texto bíblico é narrativo, então a hermenêutica nos ensina que há uma série de questões que devem ser levadas em conta para que o sentido do texto seja alcançado corretamente. Temos de considerar e analisar a estrutura (se há uso de quiasmos, muito comum desde Gênesis), personagens, narrador, narratário, diegese e discurso narrativo, sintaxe da diegese, tempo, voz e focalização, como os constituintes mais expressivos do texto narrativo.

Em poesia, estudamos os percursos do passar, repassar e externar do mundo do eu lírico do poeta. A poesia surge independente dos elementos objetivos do mundo real que o cerca, porém, reflete em sua forma final uma produção resultante dos efeitos deste mundo sobre sua alma, sobre sua interioridade.

“Caso um poema lírico seja escrito valendo-se de elementos narrativos e objetivos do mundo exterior do poeta, isto serve apenas como um pretexto para que ele expresse um significado apenas simbólico-imaginário do reflexo desse mundo sobre seu estado de alma”[1].

Desta forma, está correta a afirmação de Lotz:

“O verso é o uso da linguagem mais idiossincrático e está sujeito à manipulação individual mais extrema”. [2]

Por conseguinte, ao estudarmos poesia bíblica, devemos estar atentos à forma, principalmente ao recurso muito utilizado do paralelismo, que se torna uma chave para entendermos à forma poética dos escritos bíblicos. O eu lírico extravasa os impactos do mundo exterior sobre sua interioridade. Muito mais frequente que na prosa, ele manipula a linguagem para que ela seja uma fiel expressão do que se passa dentro dele. Até ele mesmo se surpreende com sua produção literária e artística que as mais das vezes o deixa meio embevecido, preso ao fato da criação das formas inusitadas que a poesia exige. Destaque-se, acima de tudo, o forte impacto da inspiração divina sobre a alma desse poeta que singulariza esse modo grandemente idiossincrático do uso da linguagem. Ele dialoga com Deus, consigo mesmo, com seus semelhantes e com sua congregação, de modo que a produção final está repleta de seus próprios sentimentos. Essa forma idiossincrática de produção textual é sobremaneira criativa e não poderia ser diferente. Ela não pode prescindir do uso exuberante de formas de expressão inusitadas, de figuras de palavras e de pensamento em grau altamente elevado. É certo que tanto a poesia quanto os textos em prosa estão repletos dessa forma de verbalização idiossincrática, mas a poesia a usa de modo preferencial por conta de sua própria natureza. O eu lírico se identifica com este tipo de uso da linguagem. Portanto, dispensa dizer que a forma poética merece a devida atenção por parte do intérprete.

A propósito, o presente ensaio sobre o uso do véu é uma análise de um texto pertencente ao gênero epistolar. Trata-se da análise de um texto predominantemente escrito em prosa. Ele é uma reflexão e aprofundamento sobre a palestra que tive com o Pr. Elmir Guimarães Maia, aludida acima, porém, teve mesmo como elemento impulsionador e catalítico um desafio do Pr. Silas Malafaia que recebi num debate na Rádio 93 FM. Em 1999, eu estava participando de um debate com ele e, sem que ele me conhecesse, surgiu por parte do moderador a proposta inusitada de termos um debate sobre o uso do véu na igreja hoje. Eu iria defender a tese da contemporaneidade do uso do véu pelos membros do sexo feminino da igreja. Não sei que posição ele tomaria, uma vez que o debate apenas abordaria a questão “no campo das idéias” e preso ao que o apóstolo Paulo ensinou a esse respeito. O ônus maior pesava sobre mim, ao que parecia, de ter de apresentar argumentos convincentes em favor da contemporaneidade do uso do véu pelas mulheres nas igrejas evangélicas. Porém, infelizmente, no dia do debate o Pr. Silas Malafaia telefonou para a emissora e justificando que não poderia estar presente naquele debate por motivo de força maior. A expectativa era enorme da parte dos ouvintes, mas lamentavelmente esse debate não se concretizou. Foi adiado sine die e até hoje não se realizou.

Todavia, o trabalho de pesquisa que escrevi sobre 1Co 11.1-16 na época foi publicado no ano seguinte, em 2000, e agora eu disponibilizo a todos os que acessam o site da APOIORT para que possam lê-lo e considerá-lo. Agradeço de coração ao Pr. Eliélberth Falcão, presidente da APOIORT, meu grande amigo e cooperador no Reino de Deus, pela oportunidade e incentivo – como também a muitíssima paciência -, de disponibilizar esses ensaios com toda a liberdade de expressão de meu pensamento teológico, que sempre procuro construir com base na mais sólida exegese, usando todos os valiosos instrumentos que me estão disponíveis.

O texto original que escrevi, na presente versão revisada, aparece com vários acréscimos de elementos que julguei essenciais e supressões de outros que julguei não tão importantes. Além disso, depois de ler outros autores que não constaram de minha pesquisa original, e que considerei darem uma contribuição positiva para a elucidação de certos aspectos do texto, ainda que deles discorde em alguns pontos, pude enriquecer a abordagem deste tema tão polêmico e crucial. O leitor só terá a ganhar se lê-lo para considerar e ponderar com reflexão e espírito sereno. Tento ler o apóstolo a partir de seu próprio contexto histórico e, em seguida, empreendo fazer uma leitura do texto para nossos dias. Com o texto grego aberto, proponho-me responder às perguntas: 1) O que o apóstolo quis dizer para os seus leitores originais e o que o motivou a escrever o presente texto? 2) Será que as exigências feitas pelo apóstolo Paulo não estavam condicionadas culturalmente? 3) Caso a pergunta 2 tenha resposta positiva, o texto apenas diz respeito a regulamentações válidas tão somente para aquele contexto específico, não sendo uma questão relevante em nossos dias, mas, se for negativa, então cumpre-nos saber o que fazer com as exigências do texto na igreja evangélica contemporânea.

A decisão, como sempre, recai sobre cada um de nós individualmente diante deste e de outros textos da Escritura. A complicação para nós reside no fato de termos de justificar perante nossa consciência e perante Deus naquele grande dia a nossa posição e o que nos levou a adotá-la. Seremos confrontados, para todos os efeitos práticos, não com o que disseram que o texto diz, mas com o que de fato Deus quis dizer através dele. Isto nós ouviremos da boca de Deus. Poderemos estar certos ou errados. Portanto, a busca da descoberta da intenção do autor, que é por sua vez o reflexo unívoco e inequívoco da intenção do Espírito Santo que o inspirou, não pode ser uma questão irrelevante para nós no que diz respeito a qualquer texto da Escritura. Como este é um dos textos mais polêmicos na história da interpretação cristã das Escrituras, meu convite ao leitor é para que reconsideremos mais uma vez o que o apóstolo Paulo diz em 1Co 11.1-16, visto que este texto também carrega consigo fortes implicações sobre outras questões polêmicas, como, por exemplo, a ordenação feminina. Nossas práticas contemporâneas não justificam nossa interpretação das Escrituras, mas, ao contrário, as Escrituras é que devem justificar nossas práticas enquanto igreja. Será que o que praticamos hoje tem pleno respaldo das Escrituras ou estamos impondo nossas práticas às Escrituras, a despeito do que ela venha a nos ensinar? Urge-nos responder a todas estas questões.

Não obstante, precisamos deixar clara nossa posição de que o uso do véu pelas mulheres da igreja jamais foi divisado por nós dentro de uma perspectiva soteriológica estrita, como algo imprescindível à salvação, haja vista nossa posição explicitamente reformada no tocante ao posicionamento soteriológico. De fato, esta questão tem mais a ver com um posicionamento pós-soteriológico, como algo que deve ser decidido pelos salvos, coletiva ou individualmente. Se minha análise estiver correta, então a não observação do princípio bíblico torna-se desobediência e afeta a comunidade cristã local que decide pela não observação do ensino bíblico, ou membros cristãos individuais, apenas em termos de consciência, posicionamento diante da autoridade da Escritura e, em última análise, no que se refere à complexa questão do galardão dos eleitos. Se minha análise e a de outros que comigo concordam estiver errada, então, pelo menos tivemos a oportunidade de apresentar uma outra perspectiva de um texto do NT que nada tem a ver com nossa vivência cristã contemporânea. Pelo menos, nossa exegese nos dará a desculpa diante de Deus de que erramos por excesso em face ao nosso temor de não ter dado apreço a uma pequena porção do cânon do NT que, na contramão da história, quase toda igreja havia desprezado. Que o Grande Juiz nos tenha por escusados por pecarmos por excesso de temor à autoridade de Sua Palavra.

Rev. Fabiano Ferreira

Filadélfia, Pensilvânia, EUA

Inverno de 2009.


[1] Silva, Vitor E. A., Teoria da Literatura, Coimbra, Portugal: Livraria Almedina, p. 582-596.

[2] O’Connor, M. Hebrew Verse Structure, Winona Lake, Indiana: Eisenbrauns, 1997. p. 13.

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“O PERFIL DO JOVEM CRISTÃO NO PROCESSO RESTAURADOR”

Divisa:
“Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes” (Lm. 5:21).

conversaoO hebraico informa-nos que os dois verbos apresentados pelo texto proposto são derivados da mesma fonte, embora tenha em seu uso comum uma forma ambígua, podemos com toda segurança fixar esta mensagem a um norte específico. Não quero propor que o texto esteja relacionado ao retorno físico de exilados, mas gostaria de falar sobre um retorno moral, ético e religioso de todos nós que militamos nesta Obra Bíblica de Restauração. Antes de conquistar quaisquer coisas, de viver as promessas de Deus em nós, devemos nos arrepender diante de Deus e voltar ao início de tudo, transportar nossos atos, nossa fé, nossas convicções para o ambiente da Igreja que Cristo instituiu nos tempos dos Apóstolos. No ambiente primitivo, a comunhão entre os irmãos era algo patente, havia respeito entre os apóstolos, quando discordavam em relação a pontos de vistas,reuniam-se com objetivo de que tudo fosse resolvido segundo a orientação do Espírito, as razões eram colocadas a mesa e todos participavam, mesmo se o caso estivesse relacionado aos pactos feitos por Deus aos patriarcas como: circuncisão e costumes dos povos judaicos. A comunhão e o amor estavam acima das leis, dos dogmas e dos costumes culturais, (Atos 15). Hoje, o cenário não é o mesmo; estamos preocupados primeiro em defender nossas teses, nossos pontos de vistas estão acima de uma amizade; optamos em ficar isolados, é como se a igreja fosse uma propriedade particular que adquirimos por meio de esforços humanos, achamos que este esforço deu-nos um título de propriedade religiosa a ponto de romper com tudo e com todos para defender este “patrimônio”. A APOIORT está propondo um retorno aos primeiros dias, um renovo espiritual em todos os termos, um renovo de relacionamento, de ética, de culto, de fé, de vida… Isso é restauração! Espero que este congresso possa trazer a memória somente aquilo que nos dá esperança e nos façam progredir e crescer em graça. Clamo todos os dias por uma restauração de dentro para fora! Aproveitem.

Por: Pastor Eliélberth Falcão

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15
out

Provando do cardapio

   Postado por: Daniel Alves Pena    em COLUNA - Sinceridade

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Acho lindo as pessoas que ao terem oportunidades começam a navegar pela bíblia em um tur interminável, em salmos está escrito, em Mateus está escrito, em ….
No final da oportunidade 40 minutos depois ele agradece em nome de Jesus e se senta.
Ele somente esqueceu de citar o versículo que fala sobre ordem e decência, mas isso ele não poderia citar pois ele não era o pregado da noite.
Trocando de assunto, estava eu em meio a alguns não crentes e eles estavam discutindo um assunto bíblico fácil de ser entendido, mas para isso eu precisaria que eles tivessem fé para poder entender a simples questão.
Bom eu me calei diante da discussão e apenas observei.
Se eles não eram cristão é porque não tinham fé para crer e crer é acreditar de forma a provar do que se fala ou prega o que não era o caso deles.
Determinado momento um deles virou-se para mim e me disse- Daniel qual é a sua opinião sobre o assunto? Você acha que sim ou acha que não?
Bom eu respondi com uma pergunta breve (imitando meu mestre), vocês querem conhecer o cardápio ou querem comer algo deste cardápio?
Eles ficaram me olhando como se eu fosse um alienígena e eu melhorei minha pergunta, se eu falar minha opinião e isso lhes convencer vocês aceitarão a verdade em minhas palavras e mudarão suas vidas ou apenas continuarão discutindo algo que nunca irão provar em suas vidas?
Se a questão é saber quem é mais inteligente eu estou fora do assunto, se a questão for mudança de vida e viver o que se defende ou o que se acha melhor ou que possa influencia minha existência eu estou dentro do assunto.
Bom a discutição terminou e eu vi que eles queriam falar do cardápio sem comer nada do que o cardápio oferecia.
Não adianta falar de bíblia, criar teologias mirabolantes se continuarmos vazios sabendo as cores e formas sem entender e provar o sabor eterno do pão da vida.
Palavras bem ditas e com fundamento serão apenas estudos aplicado aqueles que não gostam de ler as escrituras, mas palavras com vidas são inspiradas pelo espírito e farão a mudança prevista na bíblia.
E conhecereis a verdade e ela vos libertara.

Por Daniel Alves Pena

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12
out

O Jesus que eu creio

   Postado por: Daniel Alves Pena    em COLUNA - Sinceridade

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Dentro de algumas igrejas existem vários Jesus, criados por meros egos doutrinários em identificação com o líder pastoral ou com a conveniência existencial da comunhão dos membros ao meio criado pelo líder com um Jesus bem parecido com o que ele anseia.
Exemplos:
1- Um Jesus camarada sujeito as minhas articulações e jeitinhos para conduzir da melhor formar as questões e assim ajudar a Jesus a ganhar almas, como se elas estivessem a mercê do meu jeitinho para alcançarem uma graça que vem de Deus.

2 – Um Jesus milagreiro que sempre opera milagre as quintas e domingos que tem a solução para todos e para tudo na esfera sentimental,profissional e seja lá o que for, “venha que ele vai operar o milagre hoje na sua vida”. Damos até dia e hora ao agir de Deus através de Jesus nosso ajudador no árduo compromisso que é convencer o que precisa ser convertido ou convergido de um estado de deficiência espiritual e não material.

3 – Um Jesus que distribui dons que em sua maioria são usados como brinquedos novos ganhados por crianças que precisam mostrá-los para os pagãos.
Usando o dom como isca para um peixe chamado alma e que será fisgado pelo meu dom e graças a mim ele será salvo.
Deus tenha misericórdia das meninices ministeriais e das barganhas que são feitas com um Jesus criado dentro das mentes mesquinhas e sem a verdadeira libertação da palavra a luz da bíblia. (Sela)
Meu Jesus não precisa de mim, da minha ajuda, do meu querer e sim da minha obediência e abnegação ao planejamento feito por Deus resgatado por Jesus e consolado pelo Espírito Santo.
Meu Jesus está além dos milagres, dons, competência, diplomas, cursos e forma de entendimento humano.
Meu Jesus está sempre de pé e eu sempre de joelhos.
O meu Jesus esta dentro de mim, vivendo a minha vida e dirigindo meus pensamentos e passos em direção a gloria eterna.
Em espírito.

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10
out

A dieta do cristão

   Postado por: Daniel Alves Pena    em COLUNA - Sinceridade

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Tenho feito uma dieta a base de legumes para ajudar meu organismo a me dar menas dores, menos cansaço e aumentar minha energia para louvar e adorar.
Temos hoje em nosso meio (evangélico) alimentos gordurosos que entopem nossas artérias obstruindo a passagem do entendimento maior que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nos mesmos.

Temos pregado muito sobre a abertura do mar por Deus, os milagres de Jesus a aparição de anjos e o fogo que desce do céu, e no afã de alimentar um povo perdido em seus princípios acabamos dando a eles a certeza que eles querem, continuar errando como o povo murmurador de Israel e ainda assim estar recebendo as benesses do poder de Deus.
Minha dieta é simples, me alimento do milagre de ainda estar vivo e persigo com toda minha força a santificação do espírito, pois sem a qual ninguém verá a Deus.

Tem faltado conhecimento de causa e com isso as igrejas se transformaram em divans onde pessoas procuram a solução de problemas em diversas áreas e erroneamente pregamos que Deus dará uma providência após uma oração feita pelo ungido, obreiro, irmã de oração etc.
A coisa é muito seria e tem sido tratada com muito descaso por alguns .
Não se fala mais sobre justificação, regeneração, santificação e a produção de frutos.
Cada dia os cristãos se parecem com o cego, o coxo ou os leprosos que se parecem com qualquer coisa menos com Jesus.
Querem sempre uma cura e nunca serem libertos e a culpa na maioria das vezes parte dos lideres que já estão perdendo a raiz da bíblia onde diz que o amor de muitos se esfriariam no final dos tempos, agarram-se aos milagres e esquecem -se da cruz, dos espinhos e de querer Deus acima de tudo.
Tenho me alimentado com muito cuidado para não deixar adoecer a minha fé.
Queremos ver a fé.
Hebreus 11:1
A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.
Deus tenha misericórdia de nossas vidas

Por Daniel Alves Pena

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9
out

De Pastor para Pastor

   Postado por: Daniel Alves Pena    em COLUNA - Palavra Espiritual

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“E vos darei pastores segundo o meu coração…” (Jr 3.15)

Parafraseando algumas palavras encontradas em minhas leituras sobre a liderança pastoral, desejo esboçar alguns pontos sobre o tema. Como pastor, vejo e vivencio muitos desafios ministeriais que, sem as devidas precauções, podem levar muitos a desistirem ou fracassarem no cumprimento da chamada. O alto índice de exigência e expectativa que se dirigem ao líder demanda atitudes adequadas e espiritualmente elevadas. Por isso, detectar aspectos que comprometem a arte de liderar é fundamental para o cumprimento do chamado e vocação recebidos do Senhor.

Evite buscar popularidade como indício de aprovação ministerial.

Nenhum líder cristão deve objetivar a popularidade como indício de sucesso ministerial e pessoal. Jesus não buscou a popularidade. Ele nos ensina isto, quando diz: “ai de vós, quando vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas” (Lc 6.23). Buscar a popularidade é uma tentação presente na vida de muitos pastores. Precisamos aprender a servir no ministério com João Batista. Só falou a verdade; viveu a verdade e morreu por ela. Precisamos mais de homens de verdade e da verdade do que de homens de popularidade.

Evite a síndrome de isolacionismo.

O índice de líderes isolados tem crescido muito. Este é um dos grandes perigos no ministério pastoral. A tarefa pastoral é por demais pesada para qualquer homem, por mais qualificado que ele seja. A razão do isolamento de muitos líderes se dá por duas causas principais: Medo de perder a liderança ou arrogância de ser mentoreado. No primeiro caso, os pastores não deixam que se aproximem deles. Temem até a sombra. Como se o que Deus deu pudesse ser tirado pelos homens. Eu não creio nisso! No segundo caso, a arrogância de se ser pastor impede os mesmos de pedirem ajuda aos mais experientes e de se deixarem mentorear. Pensam ser auto-suficientes só por terem chegado a liderança.

Evite a tendência ao descontentamento ministerial em tempo de crise.

Nada pior para um pastor do que se sentir não vocacionado. Bate uma sensação de desperdício de tempo, dinheiro e energias na causa errada. Mas esta é uma das mais fortes tentações do ministério em tempos de crise. Para superar e superar-se nestas horas é preciso viver em constante oração, a exemplo de Jesus.

Todo pastor precisa saber que a real avaliação do ministério pastoral não se dará aqui e agora. Portanto, desprovidos do meio real de avaliação vocacional, prossigamos para o alvo de cumprir com alegria o ministério que recebemos do Senhor.

8
out

Saibam que serão os preletores no III Congresso da MONAPOIORT

   Postado por: Daniel Alves Pena    em CONGRESSOS, MONAPOIORT

Pastor Adriano Moreira- RJ: 

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Perfil:  Bacharel em teologia, pós Graduado nas áreas de Teologia; Missões;Teologia contemporânea;Análise Histórica de Missões e Novos Modelos Eclesiológicos. É especialista em teologia, com ênfase em antigo e novo Testamentos, pela Faculdade Teológica da Pavuna. Está mestrando em Teologia no Seminário Teológico Betel, no Rio de Janeiro. É professor de várias matérias Teológicas no seminário Teológico Adonai em Anchieta – RJ, desde 1994, na FATEP em Pavuna – RJ, desde 1999 e no IBEM em Vila Rosal – RJ, desde 2007. É membro do concelho de Pastores da Apoiort, sobretudo, Pastor Titular da Igreja em Costa Barros no Rio de Janeiro.
 
 

 

Evangelista Moisés Gomes – ES

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Perfil: Conferencista. Líder da Igreja Local em sua região (ES). 1º Vice Presidente da Monapoiort Capixaba. Tem um estilo avivado. Segundo o presidente nacional da Apoiort, é uma promessa que se levanta nos tempos da Restauração. É articulador entre as Igrejas capixabas e representa a Apoiort entre várias esferas religiosas no Estado do Espírito Santo. Por ser presidente em sua Igreja, é membro da Ordem de pastores da Apoiort 
 
TEMA DO 3º CONGRESSO DA MONAPOIORT:  

O PERFIL DO JOVEM CRISTÃO NO PROCESSO RESTAURADOR – (Lm. 5:21).

5
out

Unidade em Amor

   Postado por: Daniel Alves Pena    em COLUNA - Palavra Espiritual

‘… para que eles sejam perfeitos em unidade.‘ (Jo 17.23)

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A tônica da oração de Jesus foi a unidade dos discípulos de ontem e de hoje. Ainda que Ele tenha abordado assuntos como santidade, mundo, missão e fé, no contorno de sua oração Ele demonstra sua vontade maior e propósito principal: ‘Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós’.

Penso firmemente que Jesus está afirmando, peremptoriamente, que sem unidade não há corpo de Cristo, Igreja e Missão. Ele chega a afirmar que o mundo crerá no Evangelho pela constatação da unidade da Igreja. Será que é por isso que muitos não crêem no Evangelho? Por não verem unidade na Igreja?

Apesar de o tema ser vasto em sua profundidade e significância, quero apenas abordar a praticidade desta unidade pela via única de se realizá-la: a via do amor. Já tentou imaginar unidade que não tenha como liga o amor? O amor é a liga e o liame de todas as virtudes que só são virtudes se forem motivadas pelo amor. Caso contrário, serão apenas obras mortas, conforme Tiago. Uma das formas mais visíveis de manifestação da unidade em amor é no servir.

Um Servir Voluntário. Todo serviço em amor tem como característica principal a voluntariedade. Deus não é Deus de exterioridades. É Deus de interioridades. É Deus de intenções autenticas e verdadeiras. E, uma delas é a voluntariedade e espontaneidade. Deus não obriga ninguém a nada. Ele sempre faz o convite e abre a porta. Servir em amor como manifestação de unidade só é possível no espírito voluntário. É assim que aprendo com Jesus, quando falando de sua própria vida assim se expressou: ‘Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou…’

Um Servir Altruísta. Servir é sempre priorização do outro em detrimento de nós mesmos. Sempre, sempre, sempre. O que fugir disso não é servir segundo Jesus, que disse de si mesmo que ‘o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos’. Unidade é serviço ao outro!

Um Servir Autobeneficente. Quem serve faz um bem a si mesmo. Servir liberta a alma. Servir limpa o coração. Servir nos torna menos arrogantes e soberbos. Servir é terapia divina para seres caídos. Foi o que Ele disse através de Isaías: ‘Se abrires a tua lama ao faminto, e fartares a alma aflita: então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia’.

Fomos chamados a unidade em Cristo. Esta unidade manifesta-se no amor e no servir. Se assim não estivermos, precisamos retomar o caminho do qual nos desviamos.

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O presidente Nacional da Apoiort, o Pastor Eliélberth Falcão concluiu no último dia 4 de Outubro o trabalho de 10 dias realizado na região Capixaba, área responsável pela administração do 4º distrito da Apoiort. Embora o encontro entre os pastores capixabas não tenha acontecido em Marataizes, pode-se dizer que o resultado foi considerado proveitoso, pois o encontro festivo deu-se em Barramares na Cidade de Vila Velha na grande Vitória por ocasião do 11º aniversário dos Jovens da região. Na ocasião, os pastores capixabas estiveram reunidos e todas as igrejas filiadas á Apoiort na região puderam ser representadas. Além do presidente Nacional da Apoiort, os pastores capixabas marcaram significativa presença. São eles: Pastor José Alves – Igreja em Barra do Itapemerim, Pastor Jones Bernardo – Igreja em Jacarandá, Pastor Joventino José da Penha – Congregações em Vila Velha no Glória e Barramares e o Ev. Moises Gomes líder da Igreja em Mantenópolis. Congregações como Capinzal, Campo acima e Retiro do Congo, também puderam ser representadas por estes ungidos do Senhor.

A região de Guaraparí – ES foi representada pelo Pastor Amado, que teve participação marcante entre os presentes. Segundo o presidente da Apoiort, o 3º Congresso da Monapoiort será um cenário que marcará a história dos Capixabas: “Vejo nesta região um mover diferente, é como se Deus estivesse escrevendo algo diferente, algo assim profético, relacionado à proposta primitiva no que se refere aos princípios doutrinários da Obra Bíblica da Restauração. As caravanas formadas até agora estão com uma expectativa de que Deus fará milagres, distribuirá dons e trará a memória algo para cultivar a esperança de que a Obra está viva e continua a espera de uma restauração em toda a sua Glória!”. Falou entusiasmado o líder Nacional da Apoiort. Segundo os organizadores, 7 Ônibus e alguns carros de passeios, vans e outros meios de transportes estão a caminho de Marataizes. O congresso será realizado nos dias: 31 de outubro, 1 e 2 de Novembro. Veja programação em nosso site. A programação estará subordinada ao tema: “O PERFIL DO JOVEM CRISTÃO NO PROCESSO RESTAURADOR”. Lm. 5. 21.

5
out

“Devolvam a minha Igreja!”

   Postado por: Daniel Alves Pena    em Palavra da Semana

(O Dogma de não ser Dogmático)

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 Todas as vezes que vou ao campo Capixaba adquiro experiências significativas. Desta vez, pude aprender muito e ver que Deus tem nos honrado mostrando-nos que esta Obra é verdadeiramente dirigida por Ele e por mais ninguém. Por todos os lados ouço Deus exclamar: “Devolvam a minha Igreja!”; é como se ele estivesse do lado de fora repetindo as palavras registradas no livro das revelações: “Estou à porta e bato, se abrir, eu entro…” rsrsrs… (Ap. 3.20).

 Vejo muitos palpites de pessoas referindo-se a Obra como se esta fosse um mito, algo assim meio alienígena, como se todas as doutrinas que professamos fosse uma exportação de um cenário cultural com objetivo único de proselitar as pessoas.

 Tenho uma visão diferente. As doutrinas bíblicas apostólicas da qual a Obra se propõe anunciar nada mais é do que o resultado de um discernimento racional da pessoa que faz de Jesus o modelo de vida a ser seguido, ou seja, quem tem Jesus tem o desejo ardente de viver na integra a restauração de todas as coisas, é claro que não estou me referindo a um perfil meramente externo com adereços dogmáticos, mas uma restauração completa, de dentro para fora.

O Dogma de não ser dogmático:
Por falar em dogma, fiquei impressionado com o meu companheiro de missão no Estado do Espírito Santo, o Evangelista Moises Gomes da Igreja em Mantenópolis – ES. Ele me surpreendeu ao dizer que eu posso ser comparado como uma pessoa que defende um “dogma de não ser dogmático!”. Com toda honestidade, fiquei maravilhado com esta avaliação! Verdadeiramente, eu repudio a forma dogmática de se ensinar as doutrinas bíblicas, entretanto, se eu tenho que ser dogmático, serei em anunciar o evangelho, mas não posso usar o mesmo método para tentar conscientizar alguém sobre os preceitos doutrinários, pois as doutrinas se adquirem mediante o recebimento integral do Evangelho por meio do discernimento de que Cristo o messias salvador, é a razão maior desta mensagem, a partir de então, as doutrinas bíblicas apostólicas passam ser necessárias e indispensável para que minha identidade, meu perfil de comportamento moral e até mesmo ético possa ser algo de prazer, relacionamento e comunhão no culto da minha vida. Se eu vivo as doutrinas porque tenho medo de ir para inferno ou de ser punido pelo chefe da Igreja, já não tenho em mim o poder do Evangelho, pois é o evangelho que restaura que regenera que transforma a pessoa; quem tem o evangelho não depende de um cenário e muito menos de um segmento religioso dogmático para sustentar sua convicção, não se sustenta uma convicção com dogmas ou discursos repetitivos denominativos, mas com um envolvimento real e relacional com o poder do evangelho.
Em verdade:
Pastor Eliélberth Falcão

3
out

O pior cego

   Postado por: Daniel Alves Pena    em COLUNA - Sinceridade

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Será que Jesus veio aqui na terra só pra ilustrar nossa cultura, e figurar como pano de fundo em nossas celebrações consumistas(natal, semana santa,..etc).

Existe algo de maior importância, para que um ser tão único, saia de sua morada, onde ele é amado, para vir para a terra, passar fome, ser cuspido e morto numa cruz .
será que estamos sendo enganados? ou estamos inconscientes na trama do bem e do mal.

Vejam o que a Bíblia diz que o Filho de Deus fez: Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, pois ele subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus, antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornado-se em semelhança de homens, e reconhecido em figura humana; se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Filipenses 2:5-8.

Jesus morreu para que você pudesse receber de graça a remissão de pecados, para que você fosse perdoado de todos os seus erros! Através de Cristo foi aberta a oportunidade de salvação, a oportunidade de recomeçar de novo a todas as pessoas. O Salvador viveu nesse mundo sem cometer pecado, Ele morreu sem merecer a morte para que pudéssemos receber a vida eterna! Cristo suportou o peso de nossa culpa sobre a cruz.

Mas o sacrifício dele não teria valor algum se ele não tivesse ressuscitado. Nosso salvador subiu aos céus e agora está trabalhando no Lugar santíssimo do Santuário Celestial, ao lado da arca da aliança e de Deus Pai. Ele se tornou nosso intercessor ou advogado onisciente perante Deus. A Bíblia diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. I João 1:9.

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