Igrejas em Obra de Restauração » 2010 » julho

Adicionado em julho, 2010

“O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo…” (At 3.21)

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Restaurar é trazer a origem. É recuperar o que se perdeu. Pedro afirma em sua pregação que os céus estão contendo a volta de Cristo até que se completem o processo de restauração divina de todas as coisas; dentre elas, a verdade e glória da sua igreja. Como sinais dos tempos e dos últimos dias, o Novo Testamento afirma que paralelamente a multiplicação da iniqüidade e ao esfriamento do amor, experimentaríamos um derramamento do Espírito Santo e um processo de reavivamento e restauração. Isto pode ser observado na história da Igreja a partir da Reforma Protestante. A despeito de alguns valores que à partir da Reforma Protestante já foram restaurados a igreja militante, outros elementos ainda precisam sofrer uma profunda restauração. Vejamos alguns:

A restauração da verdade (Rm 1.25). Paulo afirma que “mudaram a verdade de Deus em mentira”. Esta foi a tentativa do movimento de reforma: trazer a verdade de Deus de volta a vida da igreja. O que vemos e ouvimos nos dias atuais são a confirmação de que estão mudando a verdade do Evangelho, dentro e fora das igrejas. Hoje, sem o crivo da Palavra, não se pode mais avaliar o que seja verdade ou mentira.

A restauração dos ministérios (Jr 3.15). A promessa foi de líderes “segundo o meu coração”, disse o Senhor. O que falar dos líderes de hoje? O que dizer destes que só buscam títulos, como o de patriarca? Poderíamos dizer que estes líderes são segundo o coração de Deus? Precisamos urgentemente de uma restauração nos ministérios e dons de Deus dados a sua igreja. Pois o que estamos vendo são falsos líderes, com falsos dons, possuindo falsos ministérios.

A restauração do povo-igreja (Tt 2.14). Paulo afirma que Deus se deu a si mesmo para “purificar para si um povo seu especial”. Creio que não haverá discordantes quanto ao fato de que o povo-igreja hodierno não é o mesmo dos tempos primitivos. Que povo é este que se diz povo de Deus? Que gente é esta que diz que vai morar no céu? Deus precisa restaurar o seu povo.

A restauração da adoração (Jo 4.24). Não há nem o que acrescentar ao fato de que a verdadeira adoração se perdeu faz tempo no seio da igreja. Só o fato de os agraciados com o Dom do cântico e do louvor se deixarem vender por cachês e vendas de cd´s e dvd´s, revela no que se transformou a adoração hoje. Sem falar no reducionismo do termo adoração ao simples cantar nos palcos das igrejas ou fora dela. Deus continua em busca de verdadeiros adoradores. De gente compromissada com Ele, e não com contratos e gravadoras.

Que se busque e ore pelos Tempos da Restauração de Tudo.

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23
jul

RESTAURAÇÃO – ALÉM DA INDUMENTÁRIA

   Postado por: Daniel Alves Pena    em Palavra da Semana

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Ultimamente, tenho escrito e falado muito sobre questões relacionadas ao movimento restaurador e confesso que esta é missão de todos aqueles que militam nesta Obra Bíblica, entretanto, muitos, ainda não conseguiram interpretar-me de forma correta. Todos os dias recebo e-mails de internautas indagando-me a respeito de assuntos relacionados. Fico feliz pelo fato de muitos entenderem que ainda faltam explicações mais profundas em relação ao assunto em pauta.

Recentemente, recebi um convite de um grupo de pessoas que estão afastadas da obra desde os tempos antigos para esclarecer sobre o significado real da mensagem de restauração, estes, buscam explicações mais convincentes sobre o processo de restauração e não entendem quando muitos falam que a promessa de Deus seria que a Igreja se restauraria em toda a sua glória.

Creio que estamos certos quando falamos de restauração. Também creio que temos os elementos para conscientizar a respeito, porém, alguns falham na prioridade. Em muitos os contextos, a prioridade é começar pela indumentária, o que não seria o correto, pois este procedimento pode transformar a pessoa apenas num personagem, e o indivíduo não mergulha nas profundezas deste mistério e apresentam sinais de religiosidade apenas, entretanto não conheceram sequer o amor bíblico.

A pessoa que não tem preparo para ser contestado, e pessoaliza a questão rompendo com o relacionamento, pode estar sofrendo de muitos complexos, traumas, frutos de um ensinamento equivocado sobre restauração. Isso tem sido muito comum entre muitas Igrejas, ou seja, se aquela Igreja não está uniformemente de acordo com a minha, a solução então é se afastar, e estabelecer sanções para aqueles que não endossarem o pensamento do líder daquele ambiente. Isso acontece todos os dias, virou até doutrina!

Jesus jamais ensinou estas coisas, pelo contrário, quando algum movimento se levantava plagiando seus passos, Ele dizia: “Aquele que não é contra nós, é por nós!”. Simples assim. Precisamos urgentemente de pessoas elegantes exatamente com esse perfil, assim, viveremos de fato uma restauração de tudo!

Ósculo santo, Batismo em rio, Pão Ásmo, Lava-Pés, vestes decentes, uso do Véu e tudo relacionado ao externo, devem ser encarados como conseqüências de um encontro verdadeiro com Deus, e não como um objetivo. O Objetivo seria restaurar-se por dentro, buscando o amor primitivo que pairava sobre a Igreja Primitiva, a compaixão, a misericórdia, a comunhão, a pieadade… Até chegar ao momento de ser restaurado todo o ser da pessoa. Isso é ser restaurado em toda a sua glória.

Não é possível restaurar-se se partindo do inverso, pois quando não se conhece o amor primeiramente, não se tolera não se suporta não se consegue olhar com simpatia para os erros de um irmão, não se consegue ter compaixão, ou seja, a pessoa não terá condições de viver um evangelho que cura, que recupera que sara que liberta, a pessoa se transforma num profissional na área religiosa, defende teses, e faz discursos brilhantes relacionados à religião, contudo, não se livra dos ressentimentos, da ira e dos traumas provenientes dos conflitos internos gerados por si mesmo.

As pessoas que não se restauram primeiramente por dentro terão perfil conflitante em todos os ambientes que estiverem isto pela necessidade de auto-afirmação. Mesmo em ambiente familiares, não será possível viver em harmonia, pois estamos falando de situações em que a pessoa desenvolve um problema de princípio, como se tudo partisse mediante o mundo religioso em que esta pessoa vive.

Mesmo que o assunto não esteja relacionado ao contexto religioso, tudo passa a ser avaliado religiosamente, e em muitos dos casos, este personagem não vive o que defende e suas próprias vidas. É como se existisse um palco invisível, e a pessoas estivesse discursando para si mesmo, porém, o mundo real a coloca diante de outra pessoa, daí são gerados os conflitos, inimizades, e rejeições.

Em verdade…

Pr. E. Falcão.

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12
jul

Construindo um novo caminho

   Postado por: Daniel Alves Pena    em APOIORT em foco, COLUNA - Palavra Pedagógica

ana-fundamento
Por muitos anos a Educação Religiosa baseou-se na ideia da construção de um material didático de apoio destinado às escolas dominicais e a preocupação dos diretores e escritores se enfatizava apenas na transmissão de conhecimentos.

Hoje com os novos conceitos pedagógicos entendemos que os ensinamentos ministrados nas escolas bíblicas precisam sair do campo teórico para o prático, ou seja, os conteúdos devem despertar motivação para mudança de comportamento.

“Ponham em prática o que vocês receberam e aprenderam de mim, tanto as minhas palavras como as minhas ações…” Fl. 4.9

A Revista Fundamento Cristão apresenta princípios filosóficos baseados na teoria socioconstrutivista de Lev Vygotsky (conceito interacionista – relação do aluno com a realidade), visando a formação de cristãos capazes de analisar, compreender e interferir na realidade, de maneira que seja promovido o bem estar da comunidade em que se encontra inserido, no plano pessoal e coletivo.

O objetivo deste trabalho é o desenvolvimento dos alunos acreditando em suas capacidades de criatividade, no espírito crítico, no autoconhecimento, na socialização, na autonomia e na responsabilidade de cada um.

Partindo dos pressupostos acima estaremos desenvolvendo uma capacitação de professores e interessados a se tornarem professores ou escritores, a fim de, conscientizá-los que não adianta ter um bom material didático de apoio se a metodologia de ensino continuar a mesma, a mudança deve começar pelos educadores.

Ensinar não é somente transmitir conhecimentos. Ensinar é fazer pensar, é estimular para a identificação e resolução dos problemas, é ajudar a criar novos hábitos de pensamentos e ações. O professor não é o dono do saber, ninguém chega à escola vazio, o professor é o mediador deste conhecimento. Ele vai construir junto ao aluno novos conhecimentos, novos valores e consequentemente o educando o ajudará a organizar esses conceitos. O professor criará condições favoráveis que facilitem o desenvolvimento cognitivo do seu aluno proporcionando-lhe a auto-aprendizagem, visando o seu crescimento intelectual e emocional.

A escola é uma estrada de vias, tanto se ensina como se aprende.” (Paulo Freire, 1997).
z-estradas

A primeira edição da Revista Fundamento Cristão veio abordando um tema que está engendrado em nossa sociedade como uma instituição falida: Família. Apresentamos vários assuntos do nosso cotidiano, fazendo com que os nossos alunos associassem os conteúdos as suas experiências e o resultado foi esplendido em todo o Brasil. Conseguimos alcançar a nossa finalidade de conscientização e mudanças de hábitos em nosso meio.

A família é um projeto de Deus. Sem a família não haverá igreja. A igreja começa na família. A escola é uma extensão da família.

“A educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura.” (Jonh Dewey, 1931).

Nosso alvo é realizar uma revista que a cada edição apresente um ensino com mais qualidade e excelência, na elaboração de conteúdos Inter e Transdisciplinar. Interdisciplinar porque a Bíblia tem relação com outras disciplinas e Transdisciplinar porque ela vai além, ou seja, mais profundo nas abordagens dessas outras disciplinas.

A segunda edição da Revista vem trazendo um vasto conteúdo enriquecedor com o título: Bibliologia. Esta temática ajudará a entendermos os acontecimentos bíblicos em seu tempo, lugar, quando foi escrito, como foi organizado, etc.

Conhecer a Bíblia é conhecer a sua origem, seus princípios, pois Jesus é o tema principal, sendo Ele o nosso Salvador, precisamos estar íntimos com Ele e o melhor caminho é se alimentar das escrituras sagradas.

Saiba que muitos possuem dificuldades de interpretar a Bíblia, porque não conhecessem o seu autor.

Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina…” (I Cor. 2.12-13).

Ana Laura Gama Longubuco dos Santos

Graduando Licenciatura ampla e plena em Pedagogia

pela Faculdade Cenecista do Ilha do Governador – RJ

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7
jul

Auto-suficiência – A DOENÇA DO SÉCULO

   Postado por: Daniel Alves Pena    em Palavra da Semana

cefe
O século 21 iniciou-se se partindo do ponto terminal do último século. Até então, apenas os políticos encolerizados com ensinos de Maquiavel valiam-se destes artifícios. A auto-suficiência chegou aos arraiais dos santos de forma silenciosa, e hoje, descaradamente, aflora-se nos celeiros dos principais “ícones” das denominações.

O que vemos, na verdade, não são despenseiros do Reino, mas verdadeiros proprietários e síndicos religiosos, onde os templos transformaram-se em locais de guerrilhas e sedes de elementos fundamentais de idéias legalistas e reflexões pessoais e idealistas. O crescimento destes comportamentos se dá pelo fato da maioria do povo ser carente de poder, são pessoas simples que estão em busca de Deus e de soluções para os problemas que a vida proporciona, é aí que entram em cena os ladrões, os mercenários, cheios de frases feitas e aparência de piedade e mostrando um zelo que nunca vive e não é visto nas periferias em que vivem.

Batem no peito e exaltam a si mesmos, como se fossem os únicos a pregarem a verdade. Constituem-se “amigos” de Deus, e quando se sentem coagidos, se calam, entretanto, o silencio não é prudência, mas covardia, pois não podem exalar o veneno, esperam oportunidade para então estabelecer seus intentos falidos e malignos.

É preciso tornarmos imunes a estas pessoas, para isso, temos que ter em mente que o evangelho é de Deus, Ele é o dono do evangelho, somos servos, trabalhadores e temos que seguir a cartilha que Ele escreveu  e que não devemos associar nada ao que está posto. Não somos deuses, e não temos nenhuma porcentagem no programa do evangelho. Mais uma vez eu digo, somos servos, apena servo e nada mais!

Em verdade,

Pr. E. Falcão

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