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Igrejas em Obra de Restauração

APRENDENDO A LIDAR COM AS CONQUISTAS

Posted by Daniel Alves Pena agosto - 19 - 2010

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“Nem sempre um sofrimento está associado a uma dor, mas muitas vezes a um sucesso inesperado…”

Pr. Elielberth

Pr. Elielberth

Muitas pessoas sofrem não das dores propriamente dita, mas das conquistas do caminho. A experiência nos diz que as pessoas têm medo daquilo que conquista. Tenho visto, e tratado de irmãos envolvidos nestes contextos. A etimologia da palavra “sucesso”, diz muita coisa e pode nos ajudar nesta análise. Sucesso vem de “cair”, “sucedere”, “ceder”, ou seja, é um acontecimento que “cai”. Esta “queda” refere-se ao grupo, do conforto propriamente dito. Toda pessoa que obtém sucesso, ele se destaca, e este destaque, é marcado pela diferença, a partir daí, surge um campo desconhecido pela pessoa, chamado de “campo da angustia”. O fato de tomar conhecimento de uma diferença imediata provoca na pessoa um pavor relacionado às críticas do meio que a pessoa pertencia.

As criticas dos grupos é algo comum, pois todo grupo é narcísico naturalmente. O sucesso incomoda porque põe em risco a unidade grupal.  A pessoa pode ter muito sucesso, e ser muito solitário ao mesmo tempo. Alguns depois de receber um prêmio ou um reconhecimento público por algo conquistado dizem quase sempre: “O que vão dizer de mim agora!”. O medo da inveja e do chamado “olho grande” é algo que sempre acontece da vida daquele que conquista alguma coisa e isso provoca uma série de complexos na pessoa que se envolve com o sucesso. Esta angustia pode transformar a pessoa em alguém conflitante e muito imperativo no grupo concorrente e conseqüentemente o distancia do grupo que o apóia.

Nem sempre um sofrimento está associado a uma dor, mas muitas vezes a um sucesso inesperado, quando a pessoa não estava pronta para fama, e acaba se envolvendo num mundo do qual jamais se imaginava. Geralmente isso é provocado porque a pessoa não consegue se responsabilizar pelo sucesso adquirido. A partir daí, muitos procuram livros de auto-ajuda para aprender a lidar com o sucesso, e neste caso, diga-se de passagem, que o mercado e vasto em livros desta natureza.

A maioria dos psicanalistas não recomenda os livros de auto-ajuda relacionados ao problema do sucesso, pelo fato da incoerência envolvida. Jorge Forbes diz o seguinte: “Se o livro é de auto-ajuda, como pode se escrito por outra pessoa?!”, segundo ele, isso é uma mentira básica, ou seja, o comentário pode referir-se a ajuda que primeiro relacionou-se ao autor, por isso, não é recomendável. É bem verdade que a declaração de Forbes é discutível, porém, deve-se atentar pela colocação valendo-se da experiência que ele tem na área da psicanálise. Muitos psicanalistas afirmam que os livros de auto-ajuda beneficiam apenas o autor, pois como geralmente não se tem resultados disso, o autor vai editar outro livro que dará continuidade a primeira edição.

Pois bem. Eu tenho uma receita para aqueles que buscam o sucesso. Creio que se deve preparar-se primeiro, pois, é melhor estar preparado e não ter uma oportunidade, do que ter uma oportunidade, e não estar preparado. É preciso preparar-se para as críticas, contestações, perseguições, difamações, pois a fama nos coloca diante de muitos riscos e os riscos sempre nos levarão ao sentimento de angustia, que é criado por uma insegurança gerada pelos críticos de plantão.

Não há como viver sem angustias. Todo ser vivente passa por angustia, seja ele rico, pobre, saudável, enfermo, religioso, ateu, etc. Como disse Forbes, a angustia é como um colesterol, ela não foi feita pra ser excluída, ele quer dizer que existe colesterol bom e ruim, ou seja, existem aquelas angustias boas e as ruins, que inevitavelmente permeiam nosso cotidiano, a diferença entre ambas está no resultado, ou seja, a angustia ruim é quando sua mente fica bloqueada, e seu sentimento é de inutilidade, ao passo que a angustia boa não deixa você se acomodar, fazendo você criar novas habilidades, isto é, a pessoa que deseja ter sucesso deve ultrapassar a expectativa do concorrente.

Jesus continua sendo o modelo a seguir neste aspecto tinha uma mente centrada no Pai, e atribuía sua fama ao fato de que Deus, o Pai, estava o conduzindo de forma a protegê-lo e que a divina mão de Deus estava proporcionando todo transcurso do seu ministério e que as regras estavam sendo ditadas de uma forma que estava ligada a soberania de Deus. As Dores, as conquistas, o sucesso, as angustias, tudo isso, deve ser uma porta aberta para nos levar sempre a um sentimento da necessidade de estar sempre dependente de Deus em todos os centros de nossa vida, Deus é o nosso tutor vitalício e incontestável.

Em verdade,

Pr. E. Falcão

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