
O século 21 iniciou-se se partindo do ponto terminal do último século. Até então, apenas os políticos encolerizados com ensinos de Maquiavel valiam-se destes artifícios. A auto-suficiência chegou aos arraiais dos santos de forma silenciosa, e hoje, descaradamente, aflora-se nos celeiros dos principais “ícones” das denominações.
O que vemos, na verdade, não são despenseiros do Reino, mas verdadeiros proprietários e síndicos religiosos, onde os templos transformaram-se em locais de guerrilhas e sedes de elementos fundamentais de idéias legalistas e reflexões pessoais e idealistas. O crescimento destes comportamentos se dá pelo fato da maioria do povo ser carente de poder, são pessoas simples que estão em busca de Deus e de soluções para os problemas que a vida proporciona, é aí que entram em cena os ladrões, os mercenários, cheios de frases feitas e aparência de piedade e mostrando um zelo que nunca vive e não é visto nas periferias em que vivem.
Batem no peito e exaltam a si mesmos, como se fossem os únicos a pregarem a verdade. Constituem-se “amigos” de Deus, e quando se sentem coagidos, se calam, entretanto, o silencio não é prudência, mas covardia, pois não podem exalar o veneno, esperam oportunidade para então estabelecer seus intentos falidos e malignos.
É preciso tornarmos imunes a estas pessoas, para isso, temos que ter em mente que o evangelho é de Deus, Ele é o dono do evangelho, somos servos, trabalhadores e temos que seguir a cartilha que Ele escreveu e que não devemos associar nada ao que está posto. Não somos deuses, e não temos nenhuma porcentagem no programa do evangelho. Mais uma vez eu digo, somos servos, apena servo e nada mais!
Em verdade,
Pr. E. Falcão























