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Por volta do ano 95 d. C, com o propósito de apresentar Jesus como o messias de Israel, João Evangelista registra no capítulo 3 um importante diálogo entre Cristo e um homem importante de grande posição social. Nicodemos, cujo nome quer dizer, “o vencedor do povo”, príncipe de um povo religioso e arcaico, verdadeiramente um “homem grande”. Povo pertencente à tribos e mais tarde ao estado de Judá, de volta do exílio da Babilônia. Designação dos que professam a religião de Abraão e Moisés e descendem de Jacó ou de Israel. Também chamados israelitas. Um homem de grande envergadura e postura, cheio de sabedoria e de uma posição político-social significativa.
Sua posição era tão influente na sociedade, que ele escolheu dialogar com Jesus de noite (escondido), quando ninguém mais imaginava que naquela hora um homem daquela posição viesse estar diante de Jesus, um “Grande Homem” oriundo da mesquinha cidade de Nazaré.
Na verdade, em Nazaré moravam as pessoas de menos estima, os salteadores e as famílias simples e humildes (pobres) da região. Localizada a 400 m do mediterrâneo, e a mais ou menos 170 quilômetros de Jerusalém. Nas grandes tempestades que assolavam a cidade, as flores traziam vida e bem estar, daí o nome “Nazaré”, que trás a idéia de “florescer”. Em 16 de Julho de 1948, a cidade passou a ser domínio do estado de Israel.
Para ser sincero, todas as fontes teológicas, sejam elas tradicionais ou consideradas modernas, ainda não definiram a razão pela qual Nicodemos se encontrou com Jesus.
Alguns eruditos alimentam o pensamento de que Nicodemos estava dotado de cinismo e, de uma forma ou de outra tentou ironizar ou envolver Jesus em alguma questão em relação à lei ou em algum ponto de vista que o desclassificasse como profeta ou um ser divino e sábio. Tudo isto devido a expressão do Versículo 4: “Como pode um homem nascer sendo Velho? Por ventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?”
A SABEDORIA É PARA OS SIMPLES!
Quanto mais alto se está, mais dificuldades se tem para manter o equilíbrio. Em relação à política e ao comércio, a Simplicidade não é uma qualidade ambicionada, nem exigida. Ali os homens precisam e procuram proeminência e publicidade. Sócrates, considerado um dos homens mais sábios de todos os tempos, é o autor da seguinte frase: “Só sei que nada sei.” Com essas palavras Sócrates reagiu ao pronunciamento do oráculo de Delfos, que o apontara como o mais sábio de todos os homens.
Apesar de não conservar esta humildade no que se refere aos atos, o pensador foi o primeiro do grande trio de antigos filósofos gregos, que incluía ainda Platão e Aristóteles, a estabelecer, na Grécia antiga, os fundamentos filosóficos da cultura ocidental.
Mesmo sendo o autor desta frase inteligente, Sócrates possuía algumas dificuldades de se render às exigências de seu Estado, confiando somente naquilo que sabia e entendia, tornando-se uma afronta para seus opositores, que depois de todo o esforço possível para livrá-lo da morte, levaram-no ao envenenamento.
Sua sabedoria foi tamanha que levou os mais sábios dos homens a se curvarem diante da sua inteligência e habilidade. Contudo, a Grandeza de Sócrates jamais permitiu que ele chegasse aos pés de Deus, pelo contrário, os deuses gregos satisfaziam suas depressões alimentando suas misérias e solidão.
A Sabedoria, o conhecimento, a habilidade, a eloquência, a cultura e tudo que se relaciona à grandeza, deve ser entregue às pessoas simples, “ … quem é Simples, entre aqui…” .
Sobre o processo de sua morte, a Barsa diz o seguinte:
No ano 399 a.C., Sócrates foi acusado de corromper a juventude e desdenhar o culto aos deuses tradicionais. Ao que parece, a acusação fora motivada pelo fato de ter sido ele o educador de Alcibíades e Críticas, considerados traidores da democracia. O processo foi montado de modo a forçar o pensador a contrariar suas idéias e a retratar-se. A maioria dos comentadores concorda que ele teria sido poupado se não se mostrasse tão inflexível.
Sócrates manteve diante do tribunal a mesma postura irônica de sempre, o que aumentou a irritação dos juizes. À tradicional pergunta sobre qual pena o réu considerava justa para si próprio, Sócrates respondeu que, tendo prestado tantos serviços à cidade, achava justo receber uma pensão vitalícia do estado. Além disso, declarou que não aceitaria o degredo. Foi o bastante para que o tribunal o condenasse à morte.
A sentença, envenenamento com cicuta, foi executada tempos depois. Na prisão, continuou a receber amigos e discípulos para debater assuntos como a morte e a imortalidade da alma. Rejeitou vários planos de fuga elaborados por Cristão e outros amigos. Suas últimas palavras foram para encomendar o sacrifício de um galo a Esculápio, o deus a quem se atribuía a cura da fadiga e dos males da vida.
Apesar de lecionar grandes palestras a respeito da humildade, Sócrates jamais ouviu alguém. Tinha uma grande dificuldade de viver a essência de sua frase. Se você não estar disposto a renovar seus conhecimentos, seus conceitos e ouvir outras pessoas, em breve vai ocorrer um esgotamento espiritual que o sufocará e o destruirá vagarosamente, o verdadeiro sábio, é aquele que derrepente aprende!
Pastor Eliélberth Falcão



