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Ultimamente, tenho escrito e falado muito sobre questões relacionadas ao movimento restaurador e confesso que esta é missão de todos aqueles que militam nesta Obra Bíblica, entretanto, muitos, ainda não conseguiram interpretar-me de forma correta. Todos os dias recebo e-mails de internautas indagando-me a respeito de assuntos relacionados. Fico feliz pelo fato de muitos entenderem que ainda faltam explicações mais profundas em relação ao assunto em pauta.
Recentemente, recebi um convite de um grupo de pessoas que estão afastadas da obra desde os tempos antigos para esclarecer sobre o significado real da mensagem de restauração, estes, buscam explicações mais convincentes sobre o processo de restauração e não entendem quando muitos falam que a promessa de Deus seria que a Igreja se restauraria em toda a sua glória.
Creio que estamos certos quando falamos de restauração. Também creio que temos os elementos para conscientizar a respeito, porém, alguns falham na prioridade. Em muitos os contextos, a prioridade é começar pela indumentária, o que não seria o correto, pois este procedimento pode transformar a pessoa apenas num personagem, e o indivíduo não mergulha nas profundezas deste mistério e apresentam sinais de religiosidade apenas, entretanto não conheceram sequer o amor bíblico.
A pessoa que não tem preparo para ser contestado, e pessoaliza a questão rompendo com o relacionamento, pode estar sofrendo de muitos complexos, traumas, frutos de um ensinamento equivocado sobre restauração. Isso tem sido muito comum entre muitas Igrejas, ou seja, se aquela Igreja não está uniformemente de acordo com a minha, a solução então é se afastar, e estabelecer sanções para aqueles que não endossarem o pensamento do líder daquele ambiente. Isso acontece todos os dias, virou até doutrina!
Jesus jamais ensinou estas coisas, pelo contrário, quando algum movimento se levantava plagiando seus passos, Ele dizia: “Aquele que não é contra nós, é por nós!”. Simples assim. Precisamos urgentemente de pessoas elegantes exatamente com esse perfil, assim, viveremos de fato uma restauração de tudo!
Ósculo santo, Batismo em rio, Pão Ásmo, Lava-Pés, vestes decentes, uso do Véu e tudo relacionado ao externo, devem ser encarados como conseqüências de um encontro verdadeiro com Deus, e não como um objetivo. O Objetivo seria restaurar-se por dentro, buscando o amor primitivo que pairava sobre a Igreja Primitiva, a compaixão, a misericórdia, a comunhão, a pieadade… Até chegar ao momento de ser restaurado todo o ser da pessoa. Isso é ser restaurado em toda a sua glória.
Não é possível restaurar-se se partindo do inverso, pois quando não se conhece o amor primeiramente, não se tolera não se suporta não se consegue olhar com simpatia para os erros de um irmão, não se consegue ter compaixão, ou seja, a pessoa não terá condições de viver um evangelho que cura, que recupera que sara que liberta, a pessoa se transforma num profissional na área religiosa, defende teses, e faz discursos brilhantes relacionados à religião, contudo, não se livra dos ressentimentos, da ira e dos traumas provenientes dos conflitos internos gerados por si mesmo.
As pessoas que não se restauram primeiramente por dentro terão perfil conflitante em todos os ambientes que estiverem isto pela necessidade de auto-afirmação. Mesmo em ambiente familiares, não será possível viver em harmonia, pois estamos falando de situações em que a pessoa desenvolve um problema de princípio, como se tudo partisse mediante o mundo religioso em que esta pessoa vive.
Mesmo que o assunto não esteja relacionado ao contexto religioso, tudo passa a ser avaliado religiosamente, e em muitos dos casos, este personagem não vive o que defende e suas próprias vidas. É como se existisse um palco invisível, e a pessoas estivesse discursando para si mesmo, porém, o mundo real a coloca diante de outra pessoa, daí são gerados os conflitos, inimizades, e rejeições.
Em verdade…
Pr. E. Falcão.





O hebraico informa-nos que os dois verbos apresentados pelo texto proposto são derivados da mesma fonte, embora tenha em seu uso comum uma forma ambígua, podemos com toda segurança fixar esta mensagem a um norte específico. Não quero propor que o texto esteja relacionado ao retorno físico de exilados, mas gostaria de falar sobre um retorno moral, ético e religioso de todos nós que militamos nesta Obra Bíblica de Restauração. Antes de conquistar quaisquer coisas, de viver as promessas de Deus em nós, devemos nos arrepender diante de Deus e voltar ao início de tudo, transportar nossos atos, nossa fé, nossas convicções para o ambiente da Igreja que Cristo instituiu nos tempos dos Apóstolos. No ambiente primitivo, a comunhão entre os irmãos era algo patente, havia respeito entre os apóstolos, quando discordavam em relação a pontos de vistas,reuniam-se com objetivo de que tudo fosse resolvido segundo a orientação do Espírito, as razões eram colocadas a mesa e todos participavam, mesmo se o caso estivesse relacionado aos pactos feitos por Deus aos patriarcas como: circuncisão e costumes dos povos judaicos. A comunhão e o amor estavam acima das leis, dos dogmas e dos costumes culturais, (Atos 15). Hoje, o cenário não é o mesmo; estamos preocupados primeiro em defender nossas teses, nossos pontos de vistas estão acima de uma amizade; optamos em ficar isolados, é como se a igreja fosse uma propriedade particular que adquirimos por meio de esforços humanos, achamos que este esforço deu-nos um título de propriedade religiosa a ponto de romper com tudo e com todos para defender este “patrimônio”. A APOIORT está propondo um retorno aos primeiros dias, um renovo espiritual em todos os termos, um renovo de relacionamento, de ética, de culto, de fé, de vida… Isso é restauração! Espero que este congresso possa trazer a memória somente aquilo que nos dá esperança e nos façam progredir e crescer em graça. Clamo todos os dias por uma restauração de dentro para fora! Aproveitem.









