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“E direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos.” (Lc 12.19)

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Uma das características inconfundíveis destes tempos modernos, chamado de pós-modernidade, sem dúvida é o espírito egoísta. Este espírito egocêntrico é completamente oposto ao espírito do Evangelho proposto-pregado por Jesus e vivido pela igreja primitiva (Lc 6.38; At 2.44,45). O espírito do Evangelho é altruísta, doador, misericordioso, amoroso, gracioso, comunitário. Portanto, o espírito deste mundo luta diametralmente em oposição ao espírito do Evangelho. Isto, dentro e fora da igreja. Pois quando vemos e ouvimos pregações, louvores, atitudes, propostas, programas etc., que motivam e alimentam o egoísmo, identificamos um antievangelho. Por isso creio que no processo de restauração da igreja nestes últimos tempos, este será um dos elementos que deverá ser eliminado no seio da igreja.

Na parábola do rico insensato [Lucas 12.13-21] Jesus desmascara a índole natural de todo ser humano: o egoísmo. O rico da Parábola é uma denúncia dos pecados próprios do egoísmo. Na postura desse homem rico e egoísta enxergamos pelo menos quatro pecados:
Auto-suficiência: desejo pelo direito de não depender de ninguém. Este é um sinal presente na vida de muitos que se dizem crentes em Jesus. Esta é a busca de todo ser humano: independência divina e humana.

Egocentrismo:
desejo pelo direito de poder viver sem qualquer consideração pela vontade e pelas necessidades dos outros. Não é o que vemos hoje no dia-a-dia das pessoas? Cada um por si e Deus por todos. Não há qualquer interesse pela dor e a necessidade alheia ou em ajudar o próximo.

Prepotência:
anseio pelo distanciamento completo dos embaraços do mundo – acredita estar numa bolha de proteção dentro da qual o sofrimento não existe, como se sua riqueza fosse uma blindagem contra o sofrimento. Não é o que prega a teologia da prosperidade? Não é o que muitos crentes buscam? Como se acredita que o poder financeiro fornece esta prepotência, a busca desenfreada pelo Mamon [o deus das riquezas] explica-se.

Hedonismo:
uma completa negação do mundo, uma forma de negar e afastar-se das complicações da vida, uma entrega absoluta de si mesmo ao prazer: “descansa, coma, beba e divirta-se”. O que o mundo de hoje tem desejado se não o prazer? Inclusive na igreja não se deseja nada que não seja prazer: culto prazeroso, pregação gostosa, louvor agradável etc.. Quando não agrada, busca-se outra igreja. É isto o que os pregadores vendem nos templos e os freqüentadores compram nas campanhas com a moeda da fé.
Aí você me pergunta: Como salvar-se disso? Buscando a praticidade de um Evangelho comunitário que compartilha o amor como único meio pelo qual seremos avaliados por Deus na eternidade [Mt 25.34-46].
Pr. Adriano Moreira
“O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo…” (At 3.21)

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Restaurar é trazer a origem. É recuperar o que se perdeu. Pedro afirma em sua pregação que os céus estão contendo a volta de Cristo até que se completem o processo de restauração divina de todas as coisas; dentre elas, a verdade e glória da sua igreja. Como sinais dos tempos e dos últimos dias, o Novo Testamento afirma que paralelamente a multiplicação da iniqüidade e ao esfriamento do amor, experimentaríamos um derramamento do Espírito Santo e um processo de reavivamento e restauração. Isto pode ser observado na história da Igreja a partir da Reforma Protestante. A despeito de alguns valores que à partir da Reforma Protestante já foram restaurados a igreja militante, outros elementos ainda precisam sofrer uma profunda restauração. Vejamos alguns:

A restauração da verdade (Rm 1.25). Paulo afirma que “mudaram a verdade de Deus em mentira”. Esta foi a tentativa do movimento de reforma: trazer a verdade de Deus de volta a vida da igreja. O que vemos e ouvimos nos dias atuais são a confirmação de que estão mudando a verdade do Evangelho, dentro e fora das igrejas. Hoje, sem o crivo da Palavra, não se pode mais avaliar o que seja verdade ou mentira.

A restauração dos ministérios (Jr 3.15). A promessa foi de líderes “segundo o meu coração”, disse o Senhor. O que falar dos líderes de hoje? O que dizer destes que só buscam títulos, como o de patriarca? Poderíamos dizer que estes líderes são segundo o coração de Deus? Precisamos urgentemente de uma restauração nos ministérios e dons de Deus dados a sua igreja. Pois o que estamos vendo são falsos líderes, com falsos dons, possuindo falsos ministérios.

A restauração do povo-igreja (Tt 2.14). Paulo afirma que Deus se deu a si mesmo para “purificar para si um povo seu especial”. Creio que não haverá discordantes quanto ao fato de que o povo-igreja hodierno não é o mesmo dos tempos primitivos. Que povo é este que se diz povo de Deus? Que gente é esta que diz que vai morar no céu? Deus precisa restaurar o seu povo.

A restauração da adoração (Jo 4.24). Não há nem o que acrescentar ao fato de que a verdadeira adoração se perdeu faz tempo no seio da igreja. Só o fato de os agraciados com o Dom do cântico e do louvor se deixarem vender por cachês e vendas de cd´s e dvd´s, revela no que se transformou a adoração hoje. Sem falar no reducionismo do termo adoração ao simples cantar nos palcos das igrejas ou fora dela. Deus continua em busca de verdadeiros adoradores. De gente compromissada com Ele, e não com contratos e gravadoras.

Que se busque e ore pelos Tempos da Restauração de Tudo.

“… e vos nomeei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça.” (Jo 15.16)

Frutos

Frutos

Jesus foi enfático e peremptório em dizer que fomos chamados para dar frutos. Isto porque, diferente dos dons que são dádivas da graça de Deus aos não merecedores, os frutos são características de quem somos e do quanto absorvemos do Evangelho em nosso caráter. Portanto, o Evangelho nos capacita com dons da graça com o fim de servirmos melhor à causa do Reino de Deus, ao tempo que nos chama a dar frutos conforme o Evangelho da verdade e a verdade do Evangelho.

Então, a pergunta que devemos nos fazer todos os dias é: Estamos dando o fruto do Espírito? Se o Espírito habita em nós, conforme Paulo afirma em Romanos 8.9 e Gálatas 5.22, daremos fruto. Se há alguma dúvida quanto a isso, atentemos para algumas evidências:

A primeira delas é que todo fruto é visível. Ainda que o fruto seja algo que revele o interior e seja a produção da natureza de uma árvore, sempre será visível. Todos vêem. Não há como esconder. Por isso Jesus disse que esta é a única forma de discernirmos – não julgarmos – as pessoas com quem convivemos: identificando seus frutos (Mt 7.16,20). Só assim faremos diferença entre lobos e ovelhas. Segundo Tiago, não basta ter um belo discurso, é preciso vivê-lo e mostrá-lo diante das pessoas todos os dias (Tg 2.18).

A segunda delas é que todo fruto reflete o caráter da árvore onde crescem. Ou seja: uma macieira só dará maças. Uma bananeira só dará bananas. Um espinheiro só dará espinhos. Não há como mudar esta ordem natural das coisas. Em outras palavras, não há como esconder o que somos por muito tempo. Não há como esconder o que somos de todo mundo. Não há como esconder o que somos todas às vezes. Significando que quanto mais você submete a sua vida a Cristo, mais você se tornará como ele. Este é o grande desafio e proposta do Evangelho: que cheguemos à estatura de Cristo.

A terceira delas é que todo fruto sempre nasce para beneficiar alguém. O destino natural de todo fruto é ser colhido para alimento. Nenhum fruto se autoconsome. O que Jesus afirma no texto supracitado é que somos chamados para frutificarmos em benefício do outro. O bom fruto sempre atrai a fome e a procura de alguém. O Espírito Santo quer produzir frutos em você para que outros possam se alimentar deles e serem nutridos. Isto significa que não somos chamados para o egocentrismo, mas para o altruísmo. Você está dando frutos?

Pastor Adriano Moreira

22
fev

O Caminho Absoluto do Discípulo

   Postado por: Daniel Alves Pena

“Assim… quem não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.” (Lc 14.33)

É impressionante observar em Jesus a indisposição de insistir que alguém o siga. Muito pelo contrário, os Evangelhos registram casos de desestímulo da parte dele a quem se candidatou segui-lo. Isto pela simples razão de que no caminho do discípulo não há espaço para a relativização. Não há relativização no discipulado.

Nesta parábola da providência Jesus implicitamente diz que nem todos estão dispostos a serem discípulos. Diz também, que é preciso preparar-se e conscientizar-se das implicações do discipulado. Diz ainda, que o caminho do discípulo se faz na estrada do absoluto. Veja o que é exigido em caráter absoluto do discípulo que se dispõe a seguir Jesus:

Amor Absoluto. “Se alguém vier a mim, e não aborrecer (amar menos) a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo”. Esta é uma exigência aparentemente absurda. Quem não for capaz de amar a Deus mais do que a própria vida, não pode ser discípulo de Jesus.

Compromisso Absoluto. “E qualquer que não levar a sua cruz… não pode ser meu discípulo”. A expressão “levar a cruz” significava levar um compromisso assumido até o fim. Significava não recuar, não voltar, não desistir. Quem pusesse a mão no arado não podia olhar para trás! Era como um construtor que precisava avaliar previamente as possibilidades de levar a sua construção até o fim. Ou um rei que precisava diagnosticar de antemão as chances de vencer uma guerra. Seguir Jesus é ter a consciência de que o compromisso é eterno!

Entrega Absoluta. “E qualquer que… não vier após mim, não pode ser meu discípulo”. Ser discípulo não é seguir um sistema, uma instituição ou um credo. Ser discípulo não é pertencer a uma igreja, denominação, associação ou convenção. Ser discípulo não é fazer profissão de fé calvinista, arminiana, luterana, anglicana ou pentecostal. Ser discípulo não é seguir vultos da história da igreja, como Calvino ou Armínio. Ser discípulo é seguir Jesus de Nazaré. Só isso, e nada mais.

Renúncia Absoluta. “Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo”. Discípulo que não é capaz de abrir mão de coisas que possui para seguir Jesus, não é discípulo de Jesus. A chamada ao discipulado já carrega em si mesma a renúncia. Pois é uma chamada a deixar a própria vida para ser absorvido pela Vida. Isto pela simples razão de que quem tem o Filho tem a Vida, quem não tem o Filho não tem a Vida. O Pai da fé, Abraão, teve de provar sua renúncia absoluta como discípulo de Jesus no episódio do monte Moriá.

Dito isto, resta-nos apenas a decisão de – após calcularmos as conseqüências da mesma – seguir os passos de Jesus no chão e na estrada do absoluto.

Por Pastor Adriano Moreira

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“… sabendo que a tribulação produz…” (Rm 5.3)

Nunca imaginei – na verdade, nunca imaginamos – passar por momentos tão difíceis em minha caminhada com Jesus. Nestes primeiros dias de 2010, minha mãezinha querida, amada e exemplo de fé, teve sua perna esquerda amputada. Para ela, tanto quanto para mim, foi um grande abalo. Não da fé; mas, das emoções. Ela, que para mim, sempre foi exemplo de dedicação, honestidade, fibra, independência, amor, responsabilidade, fidelidade em tudo, principalmente nas coisas do Senhor, continua sendo, até no leito de dor. Digo isto, porque mesmo em um leito de hospital sendo preparada para a cirurgia, não deixou de me recomendar, pessoalmente, o pagamento de suas contas, a entrega de seu dízimo e de seu “kilo” no culto da assistência social.

Diante de tudo isso, lembrei-me de um texto de Caio Fábio sobre a igreja de Esmirna. Uma igreja em perseguição e tribulação. Ele diz que “a tribulação é sempre produtiva. E, que quase toda vez que a palavra “produz” aparece no Novo Testamento, ela está sempre associada à “tribulação”. Então me perguntei: O que pode produzir a tribulação?

A tribulação produz a definição do ser. Ela produz consistência interior. Ela acaba com a dubiedade do ser. Na tribulação, é ou não é. Quando vi minha mãezinha reagindo com firmeza ante a notícia de amputação da perna, só tive a confirmação de que estava diante de uma heroína da fé, segundo Hebreus 11. Ou seja: nestas horas só se serve a Deus pelo que Ele é. Nestas horas se honra a fé, e não se espera ser honrado por ela.

A tribulação produz a verdadeira motivação do serviço fiel a Deus. A maioria dos que dizem servir a Deus, desconhece sua verdadeira motivação. Isto porque, parece já está no automático o fato de nos relacionarmos com o próximo e com a vida com motivações baseadas na compensação. Isto em relação à conjugalidade, a amizade, a profissão, a vida cristã, etc. Se não houver um retorno compensador por parte da pessoa ou do compromisso assumido, começamos a repensar nosso vínculo de fidelidade. Em outras palavras: nossa fidelidade, na maioria das vezes, não tem base na única motivação válida para Deus: o amor. Ela sempre tem suas bases na compensação. De modo que em quase tudo na vida, onde não recebemos a tal compensação, somos infiéis. O servir a Deus com fidelidade deve ter suas bases motivacionais no amor. E só a tribulação produz tal motivação. Minha mãezinha provou isto para mim quando em nenhum momento lançou no rosto de Deus os vinte anos de serviço, entrega de dízimos e dedicação à obra.

A tribulação produz confiança e esperança. Deus não é Deus de confusão. E se há um modo de não nos confundirmos com Deus é nos momentos de tribulação. Nestas horas sabemos quem é Deus. O conhecemos melhor. Ele se revela mais profundamente. Não há como se confundir. Não só o conhecemos melhor como somos mais bem conhecidos. Na tribulação temos a certeza do cuidado de Deus. Na tribulação temos a certeza e a esperança do socorro divino e da salvação de outros. Paulo diz aos Coríntios que suas tribulações serviram de caminho e trampolim para a salvação de muitos. É na tribulação que nossa confiança se firma, aparece e se estabelece.

A tribulação produz consolo e consolação. Paulo diz aos Coríntios que somos consolados por Deus em nossas tribulações para que possamos consolar os que também são atribulados com as mesmas consolações que de Deus somos consolados. Só pode consolar quem foi consolado. Isto fala de experiência pessoal. Só quem recebe pode dar. Só quem é consolado pode consolar. Só quem tem experiência pode ajudar. Só quem passa por tribulação pode ajudar outro a passar.

Creio que a partir desta experiência terei mais autoridade na pregação da Palavra e no cuidado de minhas ovelhas. Isto, sem falar de minha mãe-heroína da fé que, com seus 70 anos, terá toda a autoridade para consolar e consolidar os incautos na fé.

Por / Pastor Adriano Moreira

25
dez

A Marginalidade do Natal

   Postado por: Daniel Alves Pena Tags: , , ,

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“Onde está aquele que é nascido rei dos judeus?” (Mt 2.2)

A Revelação é quase sempre marginal e subversiva. Ou seja: na maioria das vezes acontece e se processa de modo não convencional. Ela acontece inúmeras vezes de forma não institucional; tão pouco religiosa. Por isso, esse caráter marginal e subversivo da Revelação.

O Natal, que teologicamente trata-se da Encarnação do Verbo, não seria diferente. Pois, trata-se da Revelação Chave de todas as demais revelações divinas no curso da história. O texto único de Mateus capítulo 2 mostra-nos este caráter marginal do natal.

Vejamos alguns aspectos desta marginalidade da Revelação:

Enquanto os magos discernem a estrela, os teólogos de Jerusalém só sabem como “conhecimento teológico”. É impressionante o fato de que os magos vindos do oriente discernem a estrela e o que ela indica, enquanto os doutores da Lei, Escribas e Fariseus, apesar de examinarem as Escrituras, não conseguem alcançar e discernir o cumprimento da profecia messiânica. Penso que é o que acontece com a maioria dos que comemoram o natal. Muitos conhecem o texto e a profecia. Outros nem isso conhecem. Porém, todos comemoram uma data festiva sem discernirem o significado da Encarnação do Verbo, do Emanuel, do Deus conosco. Não estaríamos repetindo a mesma atitude dos “teólogos de Jerusalém”?

Enquanto os escribas tinham as Escrituras, mas não tinham a Revelação; os magos não tinham as Escrituras, mas tinham a Revelação. Temo que esta seja a realidade da maioria que, carregando as Escrituras nas mãos, não carregam a Palavra no coração. A maioria está de posse da Bíblia sem entendê-la. Outros citam-na de modo extraordinário, sem discerni-la. Outros, ainda, a examinam sem compreendê-la. Aí, a subversividade da Revelação acontece de modo simples, direto e radical no coração de gente, muitas vezes indouta e iletrada teologicamente, mas de uma flexibilidade extraordinária ante a Revelação e o conhecimento de Deus, como Cornélio.

Enquanto os de Jerusalém sabiam o endereço (Belém), mas não saíram do lugar; os que perguntavam (magos) estavam no caminho… seguindo. Quase sempre quem sabe o Caminho como conhecimento não se importa em experimentá-lo como experiência e vida. Entretanto, os que não sabem por antecipação do Caminho, estão sabendo no caminho, na experiência do encontro com a Vida, qual o Caminho, e estão seguindo ao encontro dEle. Pois, Ele é o Caminho. Os magos O acharam mesmo sem saber o endereço! E você, está na estrada, ou ainda tentando entender este mapa religioso que diz onde Ele está?

Enquanto os magos vieram de longe para adorar, os de perto, na pessoa de Herodes, perseguem para matar. Muitas vezes os de longe estão mais perto, e os de perto estão mais longe. Por isso, Jesus disse que viriam muitos de longe e antecederiam aos judeus no Reino de Deus. Disse, ainda, que os primeiros seriam os derradeiros, e os derradeiros seriam os primeiros. Cuidemos para não estarmos tão perto, quanto ao tempo que estaremos tão longe.

Por estas razões, o verdadeiro significado do Natal não reside na convencionalidade de sua comemoração festiva atual, mas na marginalidade da Revelação original, que a maioria – aqueles de quem mais se esperavam toda a compreensão da Revelação – não compreendeu.

Feliz Natal!

Por: Pr. Adriano Moreira

21
nov

O Perfil do Crente no Processo Restaurador

   Postado por: Daniel Alves Pena

“Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis.” (Ez 37.5)

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Tive o privilégio de pregar em duas ocasiões sobre este tema. Uma delas no congresso da Monapoiort em Marataízes, estado do Espírito Santo. Apesar da divisa do tema encontrar-se em Lm 5.21, fui profundamente seduzido pelo texto de Ezequiel como texto básico de minhas reflexões e pregação. Isto sem mencionar que este texto é riquíssimo no que tange ao assunto de avivamento, renovação e restauração. Abaixo compartilho o que pude pinçar neste texto sobre a temática supracitada:

Ezequiel profetiza no capítulo anterior a restauração físico-espiritual de Israel que se encontrava em cativeiro babilônico, sem nenhuma esperança de retorno a sua terra. Esta restauração histórico-escatológica de natureza plena e total é profetizada no capítulo 36 e simbolizada em visão a Ezequiel neste capítulo como um vale de ossos sequíssimos. Isto para mostrar, em significado, o estado, humanamente falando, irreversível de Israel e o poder criador-restaurador de Deus de reverter o irreversível.

Tendo como fundo o caráter histórico desta profecia, quero ater-me ao aspecto escatológico dela, que nos arremete ao novo Israel de Deus, segundo a revelação do Novo Testamento. Portanto, esta profecia fala-nos do processo restaurador da Igreja que, a semelhança de Israel, se degradou, mas que experimenta histórica e espiritualmente um processo de restauração. O que preciso entender neste processo restaurador?

Antes de qualquer coisa é preciso entender o que é um processo. Um processo é um sistema, um decurso, um conjunto de ações relativas a um propósito. É uma série de fenômenos que se sucedem e são ligados entre si. Faz-se necessário saber e entender isso para que não se ponha “os carros na frente dos bois”. Ou seja: todo o processo é metódico, paulatino gradativo; portanto, demorado.

Outro fator importante é saber quais são os elementos fundamentais no processo restaurador. O texto nos apresenta três elementos indispensáveis quando se trata de restauração ou reavivamento. Primeiro Deus, que é a fonte e origem de tudo. Isto está claro nos versos 1 e 5. Sem Deus nada é ou será (1 Co 8.6; Cl 1.20). Segundo, a Palavra de Deus, como fonte inesgotável de sua revelação. Isto fica claro no verso 4. Paulo diz que o processo se dá pela renovação da mente na Palavra (Rm 12.2). Terceiro, um Profeta, como porta-voz da verdade de Deus. Isto fica evidente no verso 7. Para que haja Consciência Coletiva transformada é preciso que haja Consciência Individual transformada. Ou seja: a restauração e renovação começa com alguém, que influência alguns, que alcança muitos e atinge todos. Este é o princípio em Ap 3.20. Deus bate à porta da igreja, mas espera que alguém abra a porta.

Daí, também, é fundamental identificar o perfil do crente neste processo restaurador. Neste texto de Ezequiel encontro seis elementos identificador deste processo: Primeiro, uma autoconsciência do meu estado de irreversibilidade, conforme o verso 2. Deus faz Ezequiel andar no meio do vale. Isto para dar-lhe consciência do estado de Israel. Sem consciência de como estou e quem sou, não há como me tornar o que Deus quer que eu seja. Segundo, a certeza de que só Deus é capaz de saber o meu estado em profundidade e operar o processo de reversibilidade. A sábia resposta de Exequiel é: “Senhor Jeová, tu o sabes”. É o que diz o verso 3. Todo autoconhecimento deve partir do conhecimento divino. Terceiro, a obediência irrestrita a Palavra do Senhor. Ezequiel recebe uma ordem no verso 7 e a executa na íntegra. Sem obediência a Palavra não há restauração divina em nós. A Palavra de Deus é viva e produz vida, Jo 6.63. Quarto, saber que todo processo é gradativo. No verso 6 é descrito um processo. Neste processo, alguns elementos são fundamentais: Unidade – ossos se juntando; Ordem e Posição – cada osso ao seu osso; Mobilidade – nervos; Consistência e Sustentabilidade – carne; Conteúdo e Vida – espírito; Visibilidade e Testemunho – pele. Claro que não há espaço aqui para entrar nos detalhes arquetípicos desta descrição. Por isso, deixo que o seu discernimento e imaginação tenham liberdade neste momento.

Ainda é preciso saber que em todo processo há incômodos. No verso 7 se diz que este ajuntamento de ossos provocou um grande “reboliço” e “ruídos”. Isto revela-nos que não há processos que não produzam incômodos. Nenhum processo acontece com 100% de satisfação. Sempre haverá riscos, perdas e um preço. Se não formos capazes de suportar os incômodos de um processo, nunca veremos o fim dele, Rm 8.28.

Por último, precisamos saber que nenhum processo que não tenha o Espírito de Deus como agente, vai à frente. No verso 14 Deus diz que colocaria seu Espírito naquele exército restaurado à vida. Deus tem de ser o início e o seu Espírito a força motriz desta grande obra.

Se estas características se evidenciam em sua vida você está no processo restaurador de Deus.

Por Pr. Adriano Moreira

23
out

De Pastor Para Pastor II

   Postado por: Daniel Alves Pena

“E vos darei pastores segundo o meu coração…” (Jr 3.15)

Dando prosseguimento ao tema supracitado, desejo alistar mais algumas dicas para um ministério eficaz, segundo Deus. Considerando o alto índice de exigência e expectativa que se dirigem ao líder e que dele demandam atitudes adequadas e espiritualmente elevadas, quero estender minhas considerações sobre o exercício da vocação pastoral. Por isso, detectar aspectos que comprometem a arte de liderar é fundamental para o cumprimento do chamado e vocação recebidos do Senhor. Eis algumas:

Não avalie seu ministério pelo triunfo, mas pelo conteúdo. A síndrome de triunfo alastrou-se assustadoramente no meio da liderança evangélica brasileira. Isto, nocivamente, faz com que cada líder, vocacionado ou não, busque sucesso ministerial a qualquer custo, a despeito de caráter, conteúdo ou ética. Portanto, não se deixe avaliar por sucessos, mas por conteúdos de verdade, seriedade, ética, honestidade, justiça e conformidade com o Evangelho de Jesus.

Não meça seu ministério pelos milagres, mas pela presença de Deus. Parece que estamos vivendo na Era dos Milagres. Se não houver milagres Deus não está presente. Já se associa a presença de Deus a realização de milagres. Jesus ensinou que milagres podem ser usados para o engano do povo, se possível fosse, até dos escolhidos. Com estas palavras Jesus estava dizendo que presença de Deus pode produzir milagres, mas milagres não podem produzir presença de Deus. Nem sempre onde há milagres Deus está presente. Portanto, não meça seu ministério por milagres, mas pela presença poderosa de Deus em sua vida e ministério.

Não valorize seu ministério pelas bênçãos que recebe, mas pela capacidade de abençoar os outros. É impressionante o fato de que cada televangelista que vai pra TV tem que pedir pra ser abençoado com as contribuições dos telespectadores. Não deveria ser o contrário? Jesus não pediu nada a ninguém. Jesus só fez abençoar. Ministérios legítimos e autênticos se conhecem pela capacidade de abençoar os outros, e não de serem abençoados. Ser abençoado é ser benção; não receber bênçãos. Foi o que Deus disse a Abraão: “Se tu uma benção”.

Precisamos reavaliar nosso conceito de ministério pastoral e vocação divina. Pois, creio que muitos estão profundamente enganados quanto ao ser vocacionado por Deus ao santo ministério da Palavra. Será o seu caso? Pense nisso!

23
out

A BIOÉTICA SOB PERSPECTIVAS

   Postado por: Daniel Alves Pena Tags: , ,

À guisa de introdução, desejo assinalar alguns pontos:

• Tratar deste assunto com o mínimo de acurácia consumiria muito tempo. Portanto, vou me restringir à ética aplicada à vida.

• O termo bioética é um tanto reducionista quando comparado a perspectiva do termo grego no Novo Testamento. Ou seja: segundo o Novo Testamento vida é vida. Isto significa que não se restringe a certas áreas da vida, mas a vida como um todo.

• A presença humana na terra constitui-se na maior ameaça a vida (Os 4.2-3). Só estamos falando de ética por causa de nós mesmos. A vida não tem nenhum problema. Nós é que somos o problema. Discutir tal tema só vai valer à pena se tivermos coragem de nos enxergar.

• O tema torna-se um chamado à conversão de consciência. Um chamado ao discernimento da vida como sagrada. Segundo as Escrituras a vida é sagrada.

• A única maneira mais efetiva de nos relacionarmos com a vida é a partir da sacralidade da vida. Isto porque, se a existência não está carregada e imanada com sacralidade, não tenho razões éticas para me relacionar com a existência. Vejamos a ética sob algumas perspectivas:

A BIOÉTICA NA PERSPECTIVA LEGISLATIVA

• A grande questão está em quando começa e termina a vida humana. As concepções sobre a gênesis da vida humana são assim apresentadas: Teoria cognitivista, relacionada à noção de que uma pessoa começa a ser quando se dá, nela, o funcionamento cerebral; Teoria concepcionista, segundo a qual a concepção já dá vida a uma pessoa; Teoria natalista, para os que crêem que a pessoa começa a existir no ato de nascer; Teoria nidista, que defende a tese de que uma pessoa começa a existir quando há a nidição do ovo, ou seja, quando se dá o começo da gravidez.

• Esta inquietação não se restringe a especulação metafísica, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro encontra-se em processo de julgamento da Lei 11.105/2005 (Lei de Biossegurança), a qual permite a utilização de células-tronco embrionárias congeladas por mais de três anos e mediante autorização dos doadores do material genético em pesquisa e terapia, obtidas de embriões humanos produzidos in vitro e que não se prestam à utilização nos respectivos experimentos.

• O STF está tratando da matéria porque o então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, propôs uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 3510, de maio de 2005), a qual questiona a constitucionalidade desse artigo 5º e de seus parágrafos por entender que eles ferem os princípios constitucionais do respeito à vida e à dignidade humana. Para Fonteles, a vida humana tem início no momento da fecundação, pois “o embrião humano é vida humana”, motivo pelo qual ele propõe que o citado artigo 5º seja revogado (fonte TV JUSTIÇA, 2008, on-line).

• Em face desse debate, fico a pensar no paradoxo implicado nessa polêmica e que consiste no fato de todo esse esforço para se definir quando a vida começa que é uma preocupação com aqueles que não nasceram não se estender à vida daquelas pessoas que encontramos nas ruas, que nos estendem a mão, que muitas vezes são desrespeitadas de todas as forças em sua dignidade e que morrem à míngua ao nosso lado, atacadas pelas inúmeras misérias que perpetramos uns contra os outros. Penso, ainda, na irracionalidade das guerras, a qual não considera minimamente o valor da vida das pessoas, muito menos o de sua dignidade.

• Outra coisa que me chama a atenção é o nosso cartesianismo (DESCARTES), que fragmenta a realidade e cinde o ser humano, ao ponto de possibilitar-nos essas classificações sobre o começo da vida. É como se, em alto mar, colhêssemos uma gota d’água e quiséssemos determinar quando ela passou a ser água e se ela é mesmo água ou não.

• De fato, temos dificuldade de adotar a perspectiva do holos (todo). Por isso, não enxergamos o universo como a grande vida, no qual nós, os humanos, e todas as outras expressões vitais sejam considerados interdependentes, interligadas e intervinculadas, solidárias e co-viventes. Uma postura assim nos ajudaria a entender que uma das faculdades da vida é justamente potencializar mais vida, e não estaríamos a digladiar por uma porção genética. No entanto, enquanto o cartesianismo imperar, inclusive nos assuntos ligados à vida humana, embates obtusos dessa natureza continuarão sendo o nosso prato do dia.

A BIOÉTICA NA PERPECTIVA CIENTÍFICA

• Se procurarmos o verbete Bioética num dicionário ou enciclopédia teremos, provavelmente, a desagradável surpresa de não achá-lo. Trata-se de um conceito novo. O neologismo Bioética foi cunhado e divulgado pelo oncologista e biólogo americano Van Rensselaer Potter. Bioética “é o estudo sistemático da conduta humana na área das ciências da vida e dos cuidados da saúde, na medida em que esta conduta é examinada à luz dos valores e princípios morais”.

• A Bioética ocupa-se, principalmente, dos problemas éticos referentes ao início e o fim da vida humana, dos novos métodos de fecundação, da seleção de sexo, de engenharia genética, da maternidade substitutiva, das pesquisas em seres humanos, do transplante de órgãos, dos pacientes terminais, das formas de eutanásia, entre outros temas atuais.

• A Bioética é a resposta da ética aos novos casos e situações originadas da ciência no âmbito da saúde. Poder-se-ia definir a Bioética como a expressão crítica do nosso interesse em usar convenientemente os poderes da medicina para conseguir um atendimento eficaz dos problemas referentes à vida, saúde e morte do ser humano.

O que são células-tronco? Também são conhecidas como células-mãe ou estaminais e conseguem se multiplicar e se diferenciar e diversos tecidos, como sangue, ossos, nervos, músculos, etc. Podem ser de dois tipos: adultas e embrionárias. As adultas são encontradas em várias partes, e as da medula óssea e do cordão umbilical são as mais usadas. As células-tronco adultas são obtidas do próprio paciente e não têm risco de rejeição. As embrionárias são retiradas de embriões e cientistas acreditam que elas podem se transformar em qualquer outra célula. Já as adultas só produzem tecidos específicos.

• As células-tronco ainda se classificam de acordo com o tipo de células que podem gerar. As pluripotentes que formam todos os tipos celulares são as embrionárias, enquanto as adultas, que têm uma capacidade mais limitada de gerar outros tipos celulares, são chamadas multipotentes.

O que é terapia celular? É um tratamento que injeta células-tronco em tecidos lesados, com o objetivo de induzir a sua regeneração, através da formação de novas células. Este tratamento, ainda em fase experimental, é alternativa para pacientes com doenças neuromusculares, diabetes, problemas renais, cardíacos e hepáticos.

O que é DNA? Cada ser humano é formado por uma grande quantidade de células. Dentro de cada uma delas há quarenta e seis cromossomos ou blocos de informação. Cada cromossomo é formado por uma molécula longuíssima que contém entre cinco a dez mil genes que são a unidade de informação genética da pessoa. As informações contidas nos genes formam como que uma biblioteca de dados que determina as características de um indivíduo, como o seu tipo sangüíneo, cor dos olhos e dos cabelos, etc.

Os vitalistas: Os vitalistas são aqueles que partem do princípio de que toda escolha feita deve optar sempre pela vida. Eles sempre justificam suas ações partindo sempre da vida humana como ponto de referência. Algumas frases os definem: “A sacralidade da vida constitui um princípio supremo, ao qual todos os outros princípios como também as normas e as regras devem estar subordinados”. “Ninguém, em circunstância alguma, pode reivindicar o direito de destruir diretamente um ser inocente”. Para eles pesquisas com células embrionárias são pesquisas com vida humana.

Os Pragmatistas: Estes vêem a vida de outra forma. A noção de sacralidade de vida para eles é um princípio metafísico abstrato. Portanto não há uma verdade universal teológica. Para eles a avaliação moral deve partir do valor em si que há na prática e seus fins.

A BIOÉTICA NA PERSPECTIVA BÍBLICA

• Veremos estas mesmas questões éticas sobre a engenharia genética a partir do texto bíblico. Esta ciência não é nova se analisarmos o texto de Gn 2.21, onde o texto menciona uma experiência genética de magna grandeza: a construção de um ser humano a partir de células de outro.

• É preciso estabelecer o princípio de que a árvore do conhecimento do bem e do mal é neutra. O conhecimento é neutro, a ciência é neutra, apenas o aplicativo não é neutro. Conhecimento é conhecimento, as variáveis e os aplicativos desse conhecimento tomam caminhos os mais diversos, de modo que a mesma descoberta fenomenalmente maravilhosa terá aplicativos que vão salvar a vida e aplicativos que têm o poder de destruí-la.

• O conhecimento adquirido pode ser utilizado para o bem ou para o mal. Por isso é preciso ética para lidar com a vida. Assim geram-se várias questões, entre as quais é possível destacar algumas:

O ser humano tem o direito de fazer a sua própria clonagem? A ciência não é nociva em si mesma. As intenções de cada cientista é que devem ser consideradas em particular. Ao que tudo indica não há um poder gerenciador que avalie o cumprimento das intenções científicas.

Até que ponto o ser humano pode controlar os fenômenos da natureza? Aqui é preciso considerar que, na criação, Deus determinou que Adão dominasse a terra (Gn 1.26,28). Deus nos concedeu o atributo de sermos administradores do Universo, ainda que não sejamos o seu dono. Porém, querer manter ou preservar o que Deus criou é uma coisa, querer recriar e tendenciosamente manipular o ser humano é outra.

Até que ponto as descobertas da Engenharia Genética levarão as autoridades governamentais a interferir na vida do indivíduo? Com o completo mapeamento do código genético humano, poderão as autoridades decretar leis que inibam pessoas de se casarem por incompatibilidade genética, por exemplo. Segundo as Escrituras, fomos criados seres responsáveis (Gn 2.16,17).

Como controlar o que acontece nos laboratórios ultra-especializados de genética? Será que iniciarão algum experimento sem saber como controlá-lo? Será que desenvolverão algum micróbio ou vírus que não poderão ser vencidos por medicamentos conhecidos? Isto só o futuro poderá responder.

Outras questões que pertencem ao futuro são: o ser clonado terá uma identidade e será consciente dessa sua identidade? Como será a constituição afetiva, psicológica e mental de um clone? Um clone terá direito ou será propriedade de alguém?

• Se considerarmos a concepção bíblico-teológica de que o corpo é o templo do Espírito Santo (1 Co 6.19,20), precisamos cuidar dele bem, procurando descobrir as suas anomalias e buscar a sua cura. O labor em melhorar a natureza humana é, em princípio, legítimo se for responsável.

CONCLUSÃO

É preciso sair da esfera do debate e partir para a área da ação. Algumas sugestões, com a contribuição de alguns pensadores, vão a seguir:

• Começar a valorizar a vida como sagrada.

• Aplicar leis severas nas áreas onde a vida está sendo esmagadoramente desvalorizada (ecológica).

• Os governos investissem pesado na produção de uma consciência das riquezas do Brasil e da sacralidade da vida. Sabemos que as idéias têm o poder de afetar nosso meio ambiente.

• Admitir que o surgimento da inteligência sem consciência é o elemento que trás consigo o poder de intervenção destrutiva. A inteligência sem consciência será sempre autodestrutiva. Ou seja: uma ética sem vida.

9
out

De Pastor para Pastor

   Postado por: Daniel Alves Pena

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“E vos darei pastores segundo o meu coração…” (Jr 3.15)

Parafraseando algumas palavras encontradas em minhas leituras sobre a liderança pastoral, desejo esboçar alguns pontos sobre o tema. Como pastor, vejo e vivencio muitos desafios ministeriais que, sem as devidas precauções, podem levar muitos a desistirem ou fracassarem no cumprimento da chamada. O alto índice de exigência e expectativa que se dirigem ao líder demanda atitudes adequadas e espiritualmente elevadas. Por isso, detectar aspectos que comprometem a arte de liderar é fundamental para o cumprimento do chamado e vocação recebidos do Senhor.

Evite buscar popularidade como indício de aprovação ministerial.

Nenhum líder cristão deve objetivar a popularidade como indício de sucesso ministerial e pessoal. Jesus não buscou a popularidade. Ele nos ensina isto, quando diz: “ai de vós, quando vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas” (Lc 6.23). Buscar a popularidade é uma tentação presente na vida de muitos pastores. Precisamos aprender a servir no ministério com João Batista. Só falou a verdade; viveu a verdade e morreu por ela. Precisamos mais de homens de verdade e da verdade do que de homens de popularidade.

Evite a síndrome de isolacionismo.

O índice de líderes isolados tem crescido muito. Este é um dos grandes perigos no ministério pastoral. A tarefa pastoral é por demais pesada para qualquer homem, por mais qualificado que ele seja. A razão do isolamento de muitos líderes se dá por duas causas principais: Medo de perder a liderança ou arrogância de ser mentoreado. No primeiro caso, os pastores não deixam que se aproximem deles. Temem até a sombra. Como se o que Deus deu pudesse ser tirado pelos homens. Eu não creio nisso! No segundo caso, a arrogância de se ser pastor impede os mesmos de pedirem ajuda aos mais experientes e de se deixarem mentorear. Pensam ser auto-suficientes só por terem chegado a liderança.

Evite a tendência ao descontentamento ministerial em tempo de crise.

Nada pior para um pastor do que se sentir não vocacionado. Bate uma sensação de desperdício de tempo, dinheiro e energias na causa errada. Mas esta é uma das mais fortes tentações do ministério em tempos de crise. Para superar e superar-se nestas horas é preciso viver em constante oração, a exemplo de Jesus.

Todo pastor precisa saber que a real avaliação do ministério pastoral não se dará aqui e agora. Portanto, desprovidos do meio real de avaliação vocacional, prossigamos para o alvo de cumprir com alegria o ministério que recebemos do Senhor.

5
out

Unidade em Amor

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‘… para que eles sejam perfeitos em unidade.‘ (Jo 17.23)

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A tônica da oração de Jesus foi a unidade dos discípulos de ontem e de hoje. Ainda que Ele tenha abordado assuntos como santidade, mundo, missão e fé, no contorno de sua oração Ele demonstra sua vontade maior e propósito principal: ‘Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós’.

Penso firmemente que Jesus está afirmando, peremptoriamente, que sem unidade não há corpo de Cristo, Igreja e Missão. Ele chega a afirmar que o mundo crerá no Evangelho pela constatação da unidade da Igreja. Será que é por isso que muitos não crêem no Evangelho? Por não verem unidade na Igreja?

Apesar de o tema ser vasto em sua profundidade e significância, quero apenas abordar a praticidade desta unidade pela via única de se realizá-la: a via do amor. Já tentou imaginar unidade que não tenha como liga o amor? O amor é a liga e o liame de todas as virtudes que só são virtudes se forem motivadas pelo amor. Caso contrário, serão apenas obras mortas, conforme Tiago. Uma das formas mais visíveis de manifestação da unidade em amor é no servir.

Um Servir Voluntário. Todo serviço em amor tem como característica principal a voluntariedade. Deus não é Deus de exterioridades. É Deus de interioridades. É Deus de intenções autenticas e verdadeiras. E, uma delas é a voluntariedade e espontaneidade. Deus não obriga ninguém a nada. Ele sempre faz o convite e abre a porta. Servir em amor como manifestação de unidade só é possível no espírito voluntário. É assim que aprendo com Jesus, quando falando de sua própria vida assim se expressou: ‘Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou…’

Um Servir Altruísta. Servir é sempre priorização do outro em detrimento de nós mesmos. Sempre, sempre, sempre. O que fugir disso não é servir segundo Jesus, que disse de si mesmo que ‘o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos’. Unidade é serviço ao outro!

Um Servir Autobeneficente. Quem serve faz um bem a si mesmo. Servir liberta a alma. Servir limpa o coração. Servir nos torna menos arrogantes e soberbos. Servir é terapia divina para seres caídos. Foi o que Ele disse através de Isaías: ‘Se abrires a tua lama ao faminto, e fartares a alma aflita: então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia’.

Fomos chamados a unidade em Cristo. Esta unidade manifesta-se no amor e no servir. Se assim não estivermos, precisamos retomar o caminho do qual nos desviamos.

14
set

O Silêncio de Deus

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Quanto mais se diz que conhece a Deus, menos sábio se é. Este é o mal da maioria dos religiosos. Esta é a realidade de quase todo evangélico. Estuda-se teologia, faz-se Ciência das Religiões, conclui-se o mestrado, gradua-se em Ph.D. ou D.D., mas, cada vez menos se sabe de Deus. Isto se dá pela presunção de se achar que esta viagem de graduações, estudos sobre Deus e experiências de igreja sejam credenciais para se conhecer Deus.

Daí a facilidade de alguém, sem estas pretensões – na maioria não evangélica ou até cética -, terem as percepções que os religiosos sabedores de Deus não as têm.

Sim! É mais fácil ouvir uma verdade de Deus por lábios não religiosos do que por bocas de muitos “profetas”. Por esta razão, eu vivo atento as vozes que soam dos quatro ventos; e, não somente as que soam dos templos. Assim faço estribado nas palavras de Jesus quando disse que “… se estes se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc 19.40).

Foi nesta percepção de vozes perceptivas a imperceptível presença de Deus que encontrei nas páginas da Veja de 9 de Setembro de 2009 as palavras de Manoel Carlos citando as frases de um livro, cujo título é o mesmo deste artigo: O Silêncio de Deus. Eis o trecho das palavras de Manoel Carlos e das citações do livro:

“Nós que tanto proclamamos a existência ou a inexistência de Deus e do divino, sentimos de repente, a folhear essas páginas (do referido livro), que Deus fala ao não falar. Que ele se manifesta e se faz visível ao ocultar-se. Que é na escuridão que Ele brilha e ilumina. Recolho nele (o referido livro), para meus possíveis leitores, algumas reflexões enriquecedoras sobre o silêncio de Deus, todas elas de Julien Green (1900-1998)”.

• “É no silêncio que Deus habita. Lá é a sua morada. Não no vento, nem no tremor de terra, nem no ruído de palavras que fazemos continuamente, mas no íntimo de nós mesmos, lá onde já não alcançam as vozes do mundo”.
• “Há pessoas que deixam de repente de acreditar em Deus. Quanto a mim, vou-me apercebendo de que deixo de acreditar na humanidade”.
•  “Que sabemos nós de Deus, do que Ele quer, do que Ele pensa? As civilizações desaparecem umas após outras e Ele guarda silêncio”.
•  “O maior explorador desta terra não faz tão longas viagens quanto aquele que desce ao fundo do próprio coração e se debruça sobre os abismos onde a face de Deus se contempla entre estrelas”.
•  “Nós vivemos como ateus. Deus morre de frio, bate a todas as portas, mas ninguém lhe abre jamais. O lugar está ocupado. Por quem? Por nós mesmos”.
•  “Um jovem internado num hospital diz a um religioso: ‘Eu não quero conversar comigo mesmo e imaginar que é Deus que me fala. Deus não fala. Há o silêncio de Deus! ‘”.

A maior deficiência da prática cristã continua sendo a de aprender a ouvir Deus no silêncio. Somos dependentes constantes do agir e manifestar de Deus. Se Ele não falar, é porque não nos ama. Se Ele não agir, é porque não nos quer bem. Se Ele não curar, é porque não é bom. Se Ele não nos livrar, é porque não é fiel. Se Ele não nos fizer prosperar, é porque não é poderoso.

Isto sem falar nos que se afastam da igreja pelo fato de não mais ouvirem a voz de Deus. Pobres crentes! Deveriam aprender com estas pedras que clamam – Manoel Carlos e Julien Green – que Deus fala justamente no silêncio.

Que a intimidade com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra nos ensine a ouvi-lo no silêncio. Como sempre me diz minha mamãe querida, meus avós só se comunicavam com ela pelo olhar. Aprenda a ouvir, a ler, a discernir e a entender Deus apenas no olhar terno e cuidadoso. Pois Ele pode muitas vezes não nos falar, mas sempre sobre nós estará o seu olhar.

Aprenda ouvir Deus no silêncio!

Por: Pastor Adriano Moreira

8
set

A Visão Humana da Ressurreição

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“… e viu, e creu.” (Jo 20.8)

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Já disse outras vezes que há uma importância fundamental na maneira como vemos as coisas. Há um poder extraordinário no olhar. O olhar determina o que somos o que fazemos como vivemos e existimos. Neste episódio, narrado apenas pelo evangelista João, Maria Madalena, ao visitar o sepulcro de madrugada, “viu a pedra removida”. Pedro que chega depois de João, ao entrar no sepulcro, “viu os lençóis no chão”. João que chega primeiro, mas entra depois, ao entrar, “viu, e creu”.

Aí você me pergunta: “O que há de interessante nisto?”. Eu respondo: “Os verbos gregos que João usa para diferenciar o olhar de cada um!” Isto, sim, faz toda a diferença! Semelhantes a estes discípulos, ante ao fato da Ressurreição, somente nosso olhar é que dá significado do fato a nossa existência. É a visão do fato que dá significado ao fato. Seja ele significativo ou não em si mesmo. Se não, vejamos:

Maria viu com os olhos naturais. O verbo grego usado é “blepo”, que significa apenas “notar” ou “observar”. Esta é a maneira como muitos reagem ante a mensagem do Evangelho. Eles sabem. Eles ouvem. Eles tomam conhecimento, mas nada os chama à atenção. Vivem na indecisão e acomodação da vida. Tudo passa imperceptível diante dos sentidos e do coração. São aqueles que sabem apenas que a pedra foi removida, mas nunca tomam a coragem de entrar no sepulcro para verificar se o corpo ainda está lá. Para estes só haverá a possibilidade de crer no Evangelho quando chocados por uma manifestação divina em suas vidas, tal como Maria diante do jardineiro no jardim do sepulcro.

Pedro viu com os olhos intelectuais. O verbo grego usado por João é “thereo”, que significa “verificar algo”, “ver com interesse ou atenção”, “consultar”, “compreender com o intelecto” e “investigar”. Pedro representa todos os que chegam a servir na igreja, fazer parte da liderança e colar grau num seminário, mas tudo não passa de conhecimento e nada mais. Tornam-se tão conhecedores das Escrituras como os escribas e fariseus, mas tão incrédulos, cegos e afastados do reino de Deus como eles. A mente é capaz de assimilar coisas que não chegam ao coração, que não transformam a vida e não mudam o ser. Seria o seu caso?

João viu com os olhos espirituais. O verbo grego usado aqui é “eidon”, que significa “saber”, “conhecer por nome”, “percepção”, “saber segredo”, “ver com o coração”. Não é preciso dizer que a Ressurreição é um fato a ser visto somente com a visão da fé. A ponto de este fenômeno mudar nossa existência. A ponto de ser a temática do meu falar e a razão do meu existir. Só quando eu me sentir assim, saberei com que tipo de olhar eu vi a Ressurreição.

Você sabe qual o seu olhar humano da Ressurreição?

Por: Pastor Adriano Moreira

1
set

A Resistência da Melancolia

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‘Iludiste-me, ó Senhor, e iludido fiquei…’ (Jr 20.7)

Jeremias é o profeta da melancolia que resiste às circunstâncias. Ele é o profeta que retrata o perfil da liderança desejada por Deus. Ele é o profeta que vive em constante conflito interno: ser fiel a Deus, sem deixar de ser humano; ser forte, sem deixar de ser sensível; é resistente, sem perder a sensibilidade; ser contundente, sem deixar-se ser cruel; ser amável, sem ser cúmplice; ser perseguido, sem perseguir.

Em minha opinião, todo líder deveria ter neste profeta um retrato e padrão vocacionais. Por causa de seus muitos sofrimentos, perseguições, acusações e, conseqüentemente, suas orações e lágrimas, ele é chamado de ‘o profeta chorão. Ao tempo que temos um profeta altamente melancólico, sentimental e sensível, temos um homem forte, resistente, convicto, fiel, verdadeiro e constante. A meu ver, três palavras resumem o ministério profético de Jeremias:

Protesto. Deus mesmo lhe disse que ele seria ‘contra toda a terra… os reis de Judá… os príncipes… e os sacerdotes’. Ou seja: o ministério dele será marcado por um protesto contínuo contra todos os seguimentos de seu tempo. Seria um protesto de caráter globalizado. Ela protestaria contra o sistema do mundo: ‘toda a terra’; contra a política corrupta: ‘os reis de Judá’; contra os líderes sociais: ‘os príncipes’; e contra os líderes religiosos: ’sacerdotes’. Sua mensagem, vida e ministério foram um constante protesto contra o status quo de seu tempo.

Proposta. É impressionante a facilidade que se tem para o protesto. A maioria sabe fazer isto muito bem. Porém, na mesma equivalência, há a facilidade para a falta de proposta. E isto me chama à atenção em Jeremias. Ele não foi um profeta no espírito de Jonas – que, além de não ter proposta para apresentar aos seus ouvintes, ainda torceu por sua ruína. Ele entregava a mensagem de juízo divino, mas propunha o arrependimento ao povo e por eles sempre orava; a ponto do próprio Deus lhe proibir (Jr 4.3,4; 11.14; 14.11). Este foi o grande erro da Reforma Protestante: empenharam-se muito no protesto e não elaboraram muito bem uma nova proposta.

Propósito. Em Jeremias eu enxergo um homem com alvo, destino, certezas de existência e vocação. Jeremias é um homem que sabia para onde ia. Ele sabia que sua vida tinha um propósito eterno desde o ventre de sua mãe (Jr. 1.5). Mesmo em meio as suas melancolias e queixumes com Deus estas certezas irrompiam em seu ser. Ele sabia quem era; para quem era; por que era. Ele sabia de onde veio; de quem veio; para que veio e para onde ia. Enfim, Jeremias se sabia!

Para Jesus, cada homem na terra precisa apenas se saber em Deus e nada mais!

Por , Pastor Adriano Moreira

4
ago

A Palavra é Espírito!

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‘… as palavras que eu vos disse são espírito e vida.’ (Jo 6.63)

É impressionante a nossa capacidade-incapacitada de, não entendendo o que disse Jesus a Pedro, fazer das letras da Bíblia um texto de infalibilidade gramatical-histórica-lingüistica. Ou seja: por não entendermos que a Palavra é vida e espírito, buscamos explicações teológicas para as discrepâncias literárias de narrativas históricas nos Evangelhos ou de natureza estatísticas em narrativas históricas no Antigo Testamento. Isto leva-nos a viagens de meses e anos de debates teológicos em seminários.

Paulo entendeu muito bem a mensagem de Jesus a Pedro nesta declaração do texto supracitado quando disse: ‘a letra mata, mas o espírito vivifica’. Apesar de estar referindo-se num contexto imediato ao contraste da Lei com a Graça, ele está também mostrando que a Palavra é espírito e mensagem; não letras e textos. Então não está na literalidade de qualquer texto à Palavra, mas a Palavra tem no texto sagrado sua veiculação. Por esta razão:

Paulo entendeu muito bem a mensagem de Jesus a Pedro nesta declaração do texto supracitado quando disse: ‘a letra mata, mas o espírito vivifica’. Apesar de estar referindo-se num contexto imediato ao contraste da Lei com a Graça, ele está também mostrando que a Palavra é espírito e mensagem; não letras e textos. Então não está na literalidade de qualquer texto à Palavra, mas a Palavra tem no texto sagrado sua veiculação. Por esta razão:

Nem tudo o que está dito está escrito.
Não estou falando de alegoria, mas de percepção, discernimento e entendimento da mensagem que o texto carrega. Caso contrário, só conseguiremos ler o texto, e nada mais; sem captar a mensagem. Quantas vezes Jesus, após falar aos discípulos, teve ainda que explicar o significado do que acabara de falar? Várias!

A Palavra veio antes do texto.
É sabido de todos que antes da Revelação tornar-se escrita era falada e transmitida oralmente de geração a geração. Por questões de transmissão, universalidade, preservação e inadulteração que a mesma se tornou escrita. De modo que crentes como Abraão, Noé, Enoque e Moisés conviveram com a Palavra e não com a Bíblia. Foram homens de fé e obediência à Palavra de Deus, mesmo sem um texto para citar, ler ou pregar sobre ele. Com isto demonstraram serem mais perceptivos à Revelação e mais capazes de guardá-la no coração. Muito mais do que na mente eles a guardavam no coração.

Texto sagrado só se torna Palavra quando passa pela vida.
Todo texto sagrado não será Palavra de Deus em nós enquanto em nós não se tornar vida. Isto significa dizer que ler a Bíblia, sabê-la de cor, citá-la de cabo a rabo, saber todas as teologias nelas baseadas, conhecê-la como livro e texto não trás vida. Para nada aproveita, disse Jesus. Só haverá sentido em todas estas coisas se ela se tornar vida, praticidade, verdade na alma, ‘modus vivendi’, credo no concílio do coração. Caso contrário, será apenas a letra que aparentemente é de vida, mas que mata aos poucos os que dela se orgulham.

Por: Pastor Adriano da Silva Moreira