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O pregador, teólogo e sacerdote inglês John Wesley, que pretendia reconduzir a Igreja da Inglaterra ao calvinismo original, provocou involuntariamente uma cisão que acabou por tornar-se a principal denominação episcopal americana.
John Wesley nasceu em Epworth, Lincolnshire, em 17 de junho de 1703. Influenciado por tradições de família, cedo manifestou vocação religiosa. Estudou na cidade natal e em Oxford, onde ordenou-se em 1728. Em 1729 ingressou no grupo de estudos religiosos que, fundado por seu irmão Charles, ficou conhecido em Oxford como Associação dos Metodistas, devido à ênfase dada ao estudo metódico. Logo John Wesley assumiu a liderança do grupo, cujas atividades religiosas incluíam, além de práticas devotas, assídua ação social. Em 1735 os dois irmãos deixaram o grupo, que se desintegrou.
Encarregado da evangelização na colônia americana da Geórgia, John Wesley foi para os Estados Unidos mas, com o fracasso da missão, retornou dois anos depois. Aos 35 anos de idade, influenciado pelos irmãos morávios e pela leitura de um texto de Lutero sobre a epístola de são Paulo aos romanos, convenceu-se de que a fé é o único requisito da vida religiosa. Acompanhado do irmão Charles e de George Whitefield, Wesley pronunciou cerca de cinqüenta mil sermões por toda a Inglaterra e desencadeou uma efervescência religiosa que logo lhe trouxe muitos discípulos.
Muitos dos seguidores de Wesley imigraram para as colônias americanas e lá fizeram novos adeptos. A ruptura com a Igreja da Inglaterra deu-se justamente quando o bispo de Londres negou-se a ordenar fiéis para atuarem nos Estados Unidos e Wesley chamou a si essa missão. A partir de 1784, as sociedades metodistas atuaram independentemente. John Wesley morreu em Londres, em 2 de março de 1791. Em sua obra literária destaca-se o Diário, espécie de autobiografia.
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